ENERGIA VERDE BRASIL

Lula impulsiona biocombustíveis no país

Lula discursa sobre biocombustíveis e transição energética
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio sobre ampliação de biocombustíveis no Palácio do Planalto.

Mistura de etanol na gasolina sobe para 32%, biodiesel no diesel para 16%. Medida anunciada em 30 de abril de 2026.

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, uma significativa ampliação nas misturas obrigatórias de biocombustíveis no país. A proposta prevê a elevação do etanol na gasolina de 30% para 32% (E32) e do biodiesel no diesel de 15% para 16% (B16), visando fortalecer a segurança energética nacional e impulsionar a transição para fontes renováveis, com um impacto direto na economia e no meio ambiente.

A declaração oficial ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto, focado também na linha de crédito para aquisição de caminhões e ônibus. O presidente Lula ressaltou o objetivo de progredir gradualmente na substituição dos combustíveis fósseis por alternativas renováveis produzidas no Brasil, sublinhando o potencial do país.

“De um por cento em um por cento, a gente vai convencer o mundo de que, se alguém quiser inventar combustível renovável, não precisa gastar em pesquisa. Venha ao Brasil, que nós faremos transferência de tecnologia”, afirmou o presidente, reforçando a posição do Brasil como líder em inovação para a sustentabilidade global.

A sinalização do governo foi calorosamente recebida pelos representantes do setor de biocombustíveis. Jerônimo Goergen, presidente da APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil), destacou a estratégia do anúncio, especialmente crucial para diminuir a dependência brasileira de importações de diesel. Ele enfatizou a robusta capacidade do setor em atender ao incremento da demanda e gerar valor em toda a cadeia produtiva, desde o campo até a indústria, beneficiando produtores e trabalhadores.

Por sua vez, André Nassar, presidente executivo da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), avaliou a medida como fundamental para a segurança energética do país, particularmente em um cenário de tensões internacionais. Além disso, a iniciativa impulsiona as discussões sobre o futuro da matriz energética, incluindo o potencial uso de misturas ainda mais elevadas no diesel, como o B25, solidificando o compromisso do Brasil com um futuro mais verde e autônomo em energia.

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