PALANQUE SOB TENSÃO

Lula enfrenta resistência em Goiás com manutenção de pré-candidaturas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado de Aava Santiago e Adriana Accorsi.
Lula, Aava Santiago e Adriana Accorsi em articulação política no Estado.

As líderes Adriana Accorsi e Aava Santiago mantêm projetos para a Câmara, dificultando a estratégia de Luiz Inácio Lula da Silva para forçar um 2º turno no Estado.

A estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer sua base eleitoral em Goiás enfrenta um impasse após a recusa das lideranças locais em compor uma chapa majoritária. A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB-GO) decidiram manter suas pré-candidaturas à Câmara dos Deputados nesta sábado, 11/07/2026, decisão que impacta diretamente a viabilidade de um palanque competitivo para o PT no Estado.

O objetivo de Luiz Inácio Lula da Silva era consolidar uma chapa majoritária composta pelas duas parlamentares, acreditando que a combinação elevaria o potencial eleitoral do partido. Adriana Accorsi, ex-delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, traz o reconhecimento de sua trajetória institucional, enquanto Aava Santiago agrega o diálogo com o segmento evangélico e a renovação geracional.

Durante reunião ocorrida em 08/07/2026, Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao presidente do PT, Edinho Silva, a realização de pesquisas quantitativas e qualitativas para mensurar o impacto eleitoral de uma possível mudança de rota. Os dados devem ser entregues até 13/07/2026. Apesar da iniciativa, Aava Santiago declarou ao Poder360 neste sábado, 11/07/2026, que os resultados da sondagem não devem alterar sua decisão de seguir na disputa pela Câmara.

A manutenção das pré-candidaturas atuais fragiliza o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje conta com o ex-deputado Luís César Bueno como pré-candidato ao governo, apresentando desempenho estagnado em 5% nas intenções de voto. A impossibilidade de uma chapa forte reduz as chances do PT provocar um 2º turno em Goiás.

O cenário político regional também é marcado por divisões internas. Uma ala do PT, capitaneada por Delúbio Soares, chegou a articular uma aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). A proposta, discutida em 21/06/2026, previa o apoio petista à candidatura de Marconi Perillo ao governo em troca de apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A hipótese foi rejeitada por Adriana Accorsi, sob o argumento de que o PSDB representa oposição ideológica ao projeto petista.

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