BRASIL EM FOCO

Lula encontra Macron na Cúpula do G7 e defende o multilateralismo

Presidente Lula e Presidente Macron em reunião bilateral na Cúpula do G7.
Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron em encontro bilateral durante a Cúpula do G7 em Évian-les-Bains.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron alinham discursos sobre paz, desenvolvimento sustentável e um mundo mais justo durante encontro bilateral na França.

Nesta terça-feira, 16/06/2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Évian-les-Bains, no leste francês. O encontro ocorreu às margens da Cúpula do G7 e em um momento de intensificação das discussões internacionais sobre conflitos armados, comércio global, transição energética e segurança econômica. A decisão de se encontrar reforça a defesa brasileira pelo multilateralismo em um cenário global desafiador.

Lula e Macron se encontraram antes do início das principais atividades da cúpula, trocando cumprimentos e posando para fotografias oficiais. O presidente brasileiro esteve acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Presidente Lula e Presidente Macron em reunião bilateral na Cúpula do G7.

Após o encontro, Lula utilizou as redes sociais para agradecer ao líder francês pelo convite e destacar a participação brasileira no fórum internacional. "O Brasil retorna a este importante espaço de diálogo levando a voz do Sul Global e reafirmando seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo", afirmou o presidente, ressaltando a importância da dignidade humana e da cooperação global.

Embora o Brasil não integre o G7, o país foi convidado pela França, anfitriã da reunião deste ano, para participar das discussões. O grupo é formado por Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão, economias que concentram parcela significativa do Produto Interno Bruto mundial.

A edição deste ano ocorre em um contexto de elevada tensão geopolítica. Entre os temas centrais da agenda estão os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, a reorganização das cadeias globais de suprimentos, a segurança energética e a busca por fontes alternativas de minerais críticos, insumos considerados fundamentais para a indústria tecnológica e para a transição energética, impactando diretamente o bem-estar social e a economia global.

Outro tema relevante nas discussões é a dependência global da produção chinesa de minerais estratégicos, questão que tem mobilizado governos e empresas em busca de fornecedores alternativos para garantir a estabilidade econômica e o desenvolvimento.

A presença de Lula ocorre em meio aos esforços do governo brasileiro para ampliar sua atuação diplomática em fóruns multilaterais e reforçar o papel do País nas negociações internacionais relacionadas ao clima, desenvolvimento sustentável e governança global, buscando garantir a soberania e o protagonismo do Brasil.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, os discursos do presidente brasileiro durante a cúpula devem enfatizar a necessidade de fortalecimento das instituições multilaterais e incluir críticas a medidas consideradas protecionistas e unilaterais adotadas por algumas economias, sem menção direta às recentes tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, defendendo um comércio mais justo e equitativo.

A cúpula também contará com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de líderes europeus e asiáticos. A expectativa é que os debates avancem sobre mecanismos de cooperação econômica e estratégias para lidar com os impactos das atuais crises geopolíticas sobre o crescimento global, visando a estabilidade e o progresso.

O encontro entre Lula e Macron reforça a aproximação diplomática entre Brasil e França observada nos últimos anos. Os dois presidentes têm defendido posições convergentes em temas como preservação ambiental, fortalecimento do multilateralismo e reforma das instituições internacionais, demonstrando um compromisso com o futuro do planeta e da humanidade.

A reunião bilateral antecede uma série de encontros que Lula deverá manter durante sua participação no G7. O governo brasileiro avalia que a presença no evento representa uma oportunidade para ampliar o diálogo com as principais economias desenvolvidas e apresentar posições do País sobre temas estratégicos da agenda internacional, buscando um impacto positivo para todos.

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