EDUCAÇÃO EM FOCO
Lula define expansão do ensino integral como pilar da campanha de 2026
A estratégia, coordenada por Camilo Santana e Leonardo Barchini, visa universalizar a jornada integral e flexibilizar o financiamento via arcabouço fiscal.
O presidente Lula definiu que a ampliação das escolas de tempo integral será o eixo central de sua proposta para a Educação na campanha eleitoral de 2026. A decisão, tomada com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento educacional e oferecer suporte estrutural às famílias brasileiras, estabelece a universalização dessa modalidade de ensino como a principal bandeira de um eventual novo mandato.
A formulação das diretrizes está sob a coordenação do senador Camilo Santana (PT-CE) e do ministro da Educação, Leonardo Barchini. Caso Lula seja reeleito, o plano prevê que cada rede de ensino deverá submeter um cronograma de implementação de escolas em tempo integral para aprovação do MEC, garantindo maior capilaridade na oferta de vagas.
Impacto social e segurança
Para além dos índices pedagógicos, a medida possui um forte viés de proteção social. Interlocutores de Barchini destacam que o modelo promove mais segurança às famílias, especialmente às mães que dependem de jornadas de trabalho estendidas. Ao garantir que os estudantes permaneçam em um ambiente protegido, com acesso à alimentação e atividades complementares, o Estado assume um papel fundamental no suporte ao dia a dia dos responsáveis.
Viabilidade técnica e financiamento
O governo articula estratégias para sustentar o projeto financeiramente. A proposta em estudo busca retirar os investimentos em infraestrutura escolar — como construção e adaptação de unidades — dos limites de gastos do arcabouço fiscal e da meta de resultado primário. O texto tramita na Câmara dos Deputados e tem votação prevista para após o período eleitoral, com Camilo Santana cotado para ser o relator da matéria no Senado.
A base normativa para essa expansão já está estabelecida pelo novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em abril de 2026. O PNE destina o excedente da arrecadação de royalties do petróleo e do gás para custear as obras necessárias. Conforme o Censo Escolar de 2025, a rede pública já apresenta um crescimento consistente: a participação de matrículas em tempo integral subiu de 15,1% para 25,8% na educação básica entre 2021 e 2025.
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