G7: LULA DEFENDE URNAS

Lula defende urnas eletrônicas e sugere que ONU as recomende

Presidente Lula em evento
Presidente Lula em evento

Em conversa vazada na cúpula do G7, presidente brasileiro defendeu o sistema de votação eletrônica e sugeriu que a ONU recomende o modelo adotado no Brasil a outros países. A fala ocorreu nesta quarta-feira, 17/06/2026, com a diretora-geral do FMI e o chanceler alemão.

O presidente Lula defendeu o sistema de votação eletrônica brasileiro e sugeriu que as Nações Unidas (ONU) o adote como recomendação a todos os países. A declaração ocorreu em conversa informal durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026.

Em diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz, Lula destacou a agilidade do processo eleitoral no Brasil. Segundo o presidente, a apuração dos votos, que totalizam cerca de 60 milhões, é concluída rapidamente, permitindo a divulgação dos resultados poucas horas após o encerramento da votação.

As declarações foram captadas por câmeras da agência Associated Press (AP). "Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos países", questionou o mandatário brasileiro, ressaltando a eficiência do sistema.

Lula explicou ainda aos interlocutores o funcionamento da urna eletrônica, detalhando que é proibido o uso de celulares na cabine de votação. Ele descreveu o processo em que o eleitor digita o número do candidato, a foto aparece na tela e, após confirmação, o voto é registrado. Caso haja engano, o eleitor pode corrigir antes de confirmar o voto.

Em outro trecho da conversa, Lula afirmou a Kristalina Georgieva que "nunca foi esquerdista". Ele respondeu à percepção, segundo a qual o mundo esperava um presidente de esquerda ao ser eleito pela primeira vez em 2022, explicando sua trajetória como dirigente sindical com boas relações com movimentos trabalhistas na Alemanha, Itália e com a UGT da Espanha.

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