GOVERNO CONTRA VIOLÊNCIA

Lula defende penas mais duras e cita caso de Juliana Soares em discurso sobre violência contra a mulher

Lula cita caso de Juliana Soares e defende penas mais duras para agressores de mulheres
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva usa agressão brutal em Natal como exemplo da necessidade de endurecer punições para agressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, 02/07/2026, o endurecimento das penas para autores de violência contra a mulher. Ao inaugurar o Túnel Major Sales, que integra o Ramal Apodi, o presidente citou o caso de Juliana Soares, agredida com 61 socos pelo ex-namorado em Natal, como um exemplo contundente da urgência em fortalecer o combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Em seu pronunciamento, Lula abordou o preocupante cenário de violência contra as mulheres no país e enviou uma mensagem direta aos homens. Ele classificou o ciúme como motivação para agressões como um reflexo de insegurança e falta de caráter, afirmando: “O homem que bate na mulher porque é ciumento precisa saber que o ciúme é uma doença. O ciúme é falta de caráter. É não confiar na pessoa que você vive.”

Lula cita caso de Juliana Soares e defende penas mais duras para agressores de mulheres
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento.

Lula destacou que o governo federal tem expandido as ações de enfrentamento à violência de gênero por meio do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e reiterou a defesa por punições mais rigorosas. "Nós vamos endurecer. O cidadão que bate na mulher vai ter que ser punido", declarou. Ele também enfatizou que crimes como o feminicídio, incluindo casos extremos como o de trancar e incendiar uma mulher e filhos dentro de casa ou agressões brutais, não podem ser tolerados.

O presidente questionou a lógica por trás da violência direcionada a mulheres, que geralmente são menos propensas a revidar fisicamente em comparação a outros homens. "Por que o cara não vai ser bravo com outro cara de quem ele tem medo? Por que ele vai ser bravo com a mulher?", indagou.

Enfatizando o respeito fundamental, Lula lembrou que todos os homens nascem de mulheres, reforçando a necessidade de um compromisso coletivo com o respeito. "É preciso respeitar. Nada de violência", concluiu.

O enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade governamental que envolve a colaboração entre os Três Poderes, conforme ressaltou o presidente, mencionando o envolvimento do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara.

O Caso Juliana Soares

Juliana Soares foi brutalmente agredida pelo então namorado, Igor Cabral, dentro do elevador de um condomínio em Natal, no dia 26 de julho de 2025. As imagens das agressões, que incluíram 61 socos, chocaram o país. A vítima foi atendida no Hospital Walfredo Gurgel, onde sofreu cirurgia devido a múltiplas fraturas no rosto e maxilar, recebendo alta em 4 de agosto.

Igor Cabral foi preso e transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim. A Polícia Civil aponta que a discussão que antecedeu o crime ocorreu durante um churrasco, quando o acusado teria jogado o celular da vítima na piscina. Em 7 de agosto de 2025, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte, tornando Cabral réu por tentativa de feminicídio. A defesa do acusado solicitou exames psicológicos e toxicológicos, além da mudança da tipificação penal para lesão corporal.

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