PROTECIONISMO NO G7

Lula criticará protecionismo no G7 sem citar tarifas americanas

Foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento internacional.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordará a necessidade de mais espaço para emergentes em debates globais, focando em críticas gerais às políticas comerciais adotadas por outras nações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressará preocupações sobre "medidas unilaterais" e "protecionistas" na Cúpula do G7, que ocorre em Évian-les-Bains, na França, nos dias 16 e 17 de junho de 2026. Embora a presença de Donald Trump na reunião sugira um cenário de potencial confronto, Lula optará por não mencionar diretamente o "tarifaço" dos Estados Unidos, segundo fontes do Palácio do Planalto. A estratégia visa manter o foco em críticas generalizadas às políticas comerciais que prejudicam o desenvolvimento global.

A decisão de evitar citações explícitas às tarifas americanas, confirmada por diplomatas brasileiros, decorre da natureza multilateral do encontro. A avaliação é que críticas direcionadas não se adequam a um fórum global, diferentemente de discursos proferidos em território nacional. O objetivo é enviar recados sobre a necessidade de um comércio internacional mais justo e equitativo, sem criar atritos diplomáticos desnecessários.

Até este sábado, 13 de junho de 2026, não há previsão de um encontro bilateral entre Lula e Trump à margens da cúpula. O Palácio do Planalto informou que não solicitará uma nova reunião, argumentando que o recente encontro entre os líderes na Casa Branca já abordou os principais pontos de interesse. Assim, um encontro formal e previamente agendado, semelhante ao ocorrido na Malásia em outubro de 2025, está praticamente descartado.

A relação entre Brasil e Estados Unidos tem sido marcada por tensões recentes. Desde o último encontro na Casa Branca, pelo menos três episódios abalaram as relações: a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA, a ameaça de taxação de 25% em produtos sob a "seção 301" e a imposição de uma taxa de 12,5% por suposta falta de controle sobre trabalho forçado. Apesar desses desentendimentos, a abordagem de Lula no G7 será cautelosa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a França no domingo, 15 de junho de 2026. Durante o G7, Lula pretende reforçar um tema central de suas participações em fóruns internacionais como o G20 e os Brics: a reivindicação por maior espaço para os países emergentes nas discussões globais. A participação do Brasil ocorrerá em sessões abertas a convidados, com foco em parcerias internacionais e crescimento econômico equilibrado.

As discussões em Évian-les-Bains abordarão, na terça-feira, 16 de junho de 2026, o tema de parcerias internacionais. Na quarta-feira, 17 de junho de 2026, o foco será o crescimento econômico equilibrado, seguido por um almoço dedicado à discussão sobre a atuação e responsabilização das gigantes de tecnologia (big techs). Estão confirmados encontros bilaterais com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron.

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