GESTÃO E ECONOMIA
Luiz Inácio Lula da Silva descarta venda dos Correios e minimiza preocupações com dívida pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que a retomada do crescimento do PIB é a chave para estabilizar as contas públicas brasileiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a manutenção dos Correios sob controle estatal e manifestou tranquilidade em relação aos índices de dívida pública do Brasil. As declarações foram concedidas em entrevista ao Jornal Nacional, realizada na quinta-feira (27/08).
Ao abordar a saúde fiscal do País, o mandatário argumentou que o endividamento, atualmente em 80% do PIB (Produto Interno Bruto), é um reflexo direto de um período prolongado de estagnação econômica. Segundo ele, a solução reside na expansão da economia, comparando a situação brasileira à realidade dos Estados Unidos, onde patamares similares de dívida não geram alarme entre os agentes econômicos.
Dados do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) corroboram a tese de retomada mencionada pelo chefe do Executivo, indicando crescimentos de 2,9% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. O presidente também recordou os desafios enfrentados no início de seu terceiro mandato, destacando que a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição foi essencial para viabilizar o Orçamento e suprir déficits orçamentários herdados de gestões anteriores.
Sobre o futuro dos Correios, a estatal enfrenta desafios financeiros significativos, com um prejuízo de R$ 3,2 bilhões registrado apenas no primeiro trimestre deste ano, conforme apurado pela CNN Brasil. Embora tenha reconhecido que a empresa sofre com dificuldades estruturais crônicas, Lula afastou qualquer possibilidade de privatização.
O plano do governo foca em uma reestruturação administrativa profunda e na busca por associações estratégicas para recuperar a eficiência da estatal. "Não considero vender os Correios. Considero recuperar os Correios", declarou, reforçando o compromisso de manter a empresa como um ativo fundamental sob responsabilidade da Presidência.
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