DIPLOMACIA SOB TENSÃO
Lula adota postura de confronto em negociações tarifárias com os Estados Unidos
O governo brasileiro mantém estratégia de não ceder em temas sensíveis, enquanto o prazo para a decisão de Donald Trump sobre taxações encerra em 15 de julho de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a necessidade de uma postura firme nas tratativas comerciais globais, defendendo a transição para novos modelos de combustíveis durante evento realizado na Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), nesta segunda-feira, 13/07/2026. A declaração ocorre em um momento crítico para a economia nacional, diante da ameaça de imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A decisão de manter a estratégia de negociação técnica, sem abrir mão de pontos estratégicos como a taxação do etanol, foi consolidada após reunião de Luiz Inácio Lula da Silva com ministros na sexta-feira, 10/07/2026. O governo busca evitar concessões que considera injustificáveis, mesmo diante de sinais desfavoráveis emitidos pela administração de Donald Trump.
O cenário é de incerteza, uma vez que o Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, declarou na quinta-feira, 09/07/2026, que a distância entre as partes ainda é significativa. O prazo legal para que os Estados Unidos definam se aplicarão a sobretaxa, baseada na seção 301, encerra-se em 15 de julho de 2026.
Embora o Planalto avalie que a aplicação das tarifas seja o cenário mais provável, auxiliares não descartam manobras políticas envolvendo interlocutores como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Contudo, a possibilidade de um adiamento ou isenção é tratada como remota pelas fontes oficiais, que focam na sustentabilidade da balança comercial brasileira a longo prazo.
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