FALTA DE INCENTIVO SOCIAL

Luciano Huck critica falta de estímulo para sair do Bolsa Família

Luciano Huck discursando em um palco durante o 5º Fórum Esfera.
Luciano Huck participou do 5º Fórum Esfera, onde fez as declarações sobre o Bolsa Família. Crédito: Divulgação/Grupo Esfera

Apresentador defende que ineficiência da gestão pública e dependência de programas sociais, como o Bolsa Família, impedem a mobilidade social. Ele aponta para a necessidade de empreendedorismo e oportunidades reais para que famílias deixem a condição de vulnerabilidade.

Luciano Huck critica falta de estímulo para sair do Bolsa Família

Luciano Huck, apresentador de televisão, afirmou nesta domingo, 24/05/2026, que a ineficiência da gestão pública no Brasil cria escassez de oportunidades para a mobilidade social. Segundo ele, faltam incentivos concretos para que famílias consigam deixar o programa Bolsa Família, perpetuando ciclos de dependência.

A declaração foi feita durante sua participação no 5º Fórum Esfera, promovido pelo Grupo Esfera, na cidade do Guarujá (SP). Huck exemplificou a situação ao mencionar Senhor do Bonfim (BA), onde, segundo ele, mais de 13.000 famílias são beneficiadas. "Ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem. Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ad aeternum (para sempre)", disse o apresentador.

Na visão de Huck, a ineficiência governamental é o principal obstáculo para a criação de oportunidades para a população. Ele destacou o empreendedorismo como uma via de escape do "sofrimento" social.

O Estado de Bem-Estar Social no Brasil

As despesas com ações do Estado de bem-estar social ("Welfare State") no Brasil foram estimadas em pelo menos R$ 441 bilhões em 2025. Este valor considera iniciativas de transferência de renda dos governos federal, estaduais e municipais, além de gastos com assistência social em todas as 5.569 cidades brasileiras com prefeituras.

O Bolsa Família se destaca como o maior programa social atualmente. Em outubro de 2025, atendia a 18,9 milhões de famílias, alcançando 49,4 milhões de pessoas. O programa teve um gasto recorde de R$ 168,2 bilhões em 2024, com uma estimativa de R$ 158,6 bilhões para 2025, fruto de um processo de revisão para retirar beneficiários indevidos.

A dificuldade em estimar o número total de beneficiários de programas sociais no país se deve à má qualidade das estatísticas em muitos municípios e estados, com informações frequentemente ocultas ou imprecisas. Mesmo assim, os três principais programas federais — Bolsa Família, BPC e Pé-de-Meia — somam 29,4 milhões de beneficiários, mas o número nacional de pessoas amparadas pela assistência social é consideravelmente maior.

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