LESÃO NO MEIO-CAMPISTA

Lucas Paquetá sofre lesão muscular na coxa e preocupa para a Copa

Jogadores da Seleção Brasileira comemoram gol de Lucas Paquetá.
Jogadores do Brasil comemoram gol de Lucas Paquetá no amistoso contra o Panamá — Foto: AFP

Exames confirmaram ruptura parcial das fibras musculares após amistoso contra o Panamá. O jogador segue em tratamento intensivo pela Seleção Brasileira, mas o tempo de recuperação ainda é incerto para a competição.

Lucas Paquetá, meio-campista da Seleção Brasileira, sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa, conforme detectado por exames de imagem realizados nesta terça-feira, 30 de junho de 2026. A decisão de afastá-lo das oitavas de final da Copa, que ocorrerá no próximo domingo, 5 de julho, foi tomada pela equipe médica da Seleção, motivada pela gravidade da contusão. Esta notícia impacta diretamente o planejamento da equipe e a esperança dos torcedores, que veem em Paquetá uma peça fundamental. A lesão representa um risco real à sua participação no restante do torneio, gerando apreensão sobre o futuro do jogador na competição.

A lesão muscular ocorre quando há uma ruptura, parcial ou completa, das fibras musculares. Esse quadro geralmente é desencadeado por um esforço excessivo ou sobrecarga em um músculo. A região posterior da coxa, que inclui músculos como o glúteo e o bíceps femoral, é particularmente suscetível, especialmente durante movimentos rápidos e de alta intensidade.

Eduardo Ramalho, médico ortopedista e especialista em trauma do esporte, explica que a parte traseira da coxa concentra grande tensão em deslocamentos, tornando-a mais vulnerável. Os músculos, compostos por milhares de fibras que funcionam como elásticos, podem romper quando a carga aplicada excede sua capacidade. Mário Lenza, ortopedista do Hospital Israelita Einstein, complementa que o esforço intenso em arrancadas, mudanças de direção ou acelerações pode levar à ruptura dessas fibras. No esporte de alto rendimento, a fadiga acumulada, o pouco tempo de recuperação entre jogos e lesões prévias aumentam significativamente esse risco.

As lesões musculares são classificadas em três graus: Grau 1, um pequeno estiramento com inchaço e sensibilidade, sem prejuízo significativo ao movimento; Grau 2, ruptura parcial das fibras com dor moderada e perda de força; e Grau 3, ruptura completa do músculo ou separação do tendão, resultando em perda quase total de função. Os sintomas incluem dor, vermelhidão, hematomas, limitação de movimento, espasmos, inchaço e fraqueza muscular, variando conforme a gravidade.

O tratamento inicial foca no controle da dor, inflamação e edema. Subsequentemente, inicia-se um processo progressivo de recuperação funcional com fisioterapia, fortalecimento e recondicionamento. Ramalho adverte que a região da coxa tem alta incidência de recidiva, exigindo cuidado especial, pois o músculo demora a recuperar a capacidade de suportar cargas explosivas, mesmo que a dor diminua rapidamente. O tempo de recuperação varia entre quatro e oito semanas, dependendo da extensão e localização da ruptura. O retorno precoce é um grande risco, pois o músculo ainda vulnerável pode sofrer uma nova lesão, potencialmente mais grave.

Embora a ausência de Paquetá nas oitavas de final seja confirmada, especialistas consideram prematuro afirmar que ele estará fora de toda a Copa. A evolução clínica nas próximas semanas será crucial, e o risco de nova lesão em caso de retorno antes da recuperação ideal é uma preocupação constante.

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