DEFESA DE POLÍTICO

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, nega lavagem de dinheiro com carro alugado investigado pela PF

Retrato de Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados.
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, se defende de investigações da PF.

Deputado federal apresentou boletins de ocorrência de assalto e acidente para justificar uso de veículo. PF investiga suposto desvio de recursos da cota parlamentar.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), negou nesta quinta-feira, 02/07/2026, alegações de lavagem de dinheiro envolvendo o uso de um carro alugado. A declaração surge em resposta às investigações da PF (Polícia Federal) que apuram supostas irregularidades na utilização de verbas. A questão é relevante porque afeta a confiança na integridade de representantes públicos e na gestão de recursos parlamentares.

Em pronunciamento na Câmara, o deputado apresentou dois Boletins de Ocorrência. Um deles relata um assalto sofrido por seu motorista enquanto utilizava o veículo Corolla, objeto da apuração. Outro documento, fornecido por sua equipe, descreve um acidente ocorrido na estrada durante o retorno de Minas Gerais, local onde Sóstenes havia recebido uma honraria. O parlamentar afirmou utilizar o carro desde o início de seu mandato.

A manhã desta quinta-feira, 02/07/2026, foi marcada pela deflagração de uma operação da PF. A ação visa apurar o desvio de recursos da cota parlamentar por indivíduos associados ao deputado. Foram executados cinco mandados em Minas Gerais, Brasília e Goiás, resultando na apreensão de joias e dinheiro em diversos endereços.

O deputado optou por não responder a questionamentos da imprensa. No entanto, ele manifestou sentir-se alvo de perseguição desde que assumiu a liderança do PL (Partido Liberal). Em relação a um imóvel em seu nome que também foi objeto de investigação, Sóstenes explicou que seu pai residiu no local antes de uma reforma, mudando-se posteriormente para Uberlândia, o que motivou a venda do bem.

Sóstenes detalhou uma transação imobiliária: "Eu tive uma oferta de um advogado abaixo do valor de R$ 500 mil e me pagou em espécie, com origem declarada. A compra foi feita em novembro e ele já fez a escritura em seu próprio nome da compra dele. Tudo na maior transparência possível", declarou.

É importante notar que o deputado não é um dos alvos diretos nesta etapa da operação policial. Contudo, em uma fase anterior das investigações, foram apreendidos mais de R$ 430 mil em espécie relacionados a ele.

O deputado reiterou sua percepção de estar sendo "perseguido" após assumir a liderança do PL na Câmara.

A equipe de Sóstenes Cavalcante pretende solicitar ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma aceleração nas investigações. O ministro Flávio Dino é o responsável por supervisionar o caso. O deputado expressou que a conclusão do processo por Dino é necessária para a devolução dos valores apreendidos.

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