PL NEGA IRREGULARIDADES

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, nega irregularidades em venda de imóvel pago em espécie

PF faz nova operação contra desvio em cotas parlamentares
PF faz nova operação contra desvio em cotas parlamentares

Sóstenes Cavalcante afirma ser alvo de perseguição da PF e defende legalidade na venda de imóvel pago em dinheiro vivo.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, negou nesta quinta-feira, 02/07/2026, irregularidades em um contrato de compra e venda de imóvel pago em dinheiro em espécie, além do aluguel de veículos custeados por cota parlamentar. Em vídeo enviado à imprensa, o parlamentar declarou ser vítima de perseguição da Polícia Federal (PF).

A PF deflagrou uma operação em 1º de julho de 2026 para apurar se aliados de Cavalcante forjaram a escritura pública de um imóvel, visando justificar a origem de R$ 470 mil em espécie apreendidos em dezembro do ano anterior em um endereço ligado ao deputado. O relator do caso no STF, ministro Flávio Dino, também apontou que a investigação sugere que parte de R$ 15 milhões movimentados por empresas pode ter origem em recursos públicos vinculados a Sóstenes.

Sóstenes Cavalcante explicou que a venda do imóvel ocorreu de forma legal e está declarada em seu Imposto de Renda. Ele afirmou ter recebido dinheiro lícito de uma venda declarada, garantindo a transparência de suas ações. O parlamentar disse que não é alvo direto da operação, mas sim advogados e empresários apontados como seus aliados, relação que ele nega, afirmando não conhecer os envolvidos.

Em dezembro de 2025, o líder do PL já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre suspeitas de desvios de cotas parlamentares, supostamente por meio de contratos falsos de aluguel de automóveis. A PF suspeita que empresas de fachada, como uma locadora de veículos, eram utilizadas para dar aparência de legalidade ao desvio de recursos públicos. Sóstenes também refutou irregularidades nesse processo, apresentando o contrato de aluguel de um Corolla, que segundo ele, tem o menor valor da Câmara, R$ 4.500 mensais.

Na ocasião, durante a operação que também mirou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), agentes encontraram R$ 470 mil em dinheiro vivo em um flat utilizado por Sóstenes em Brasília. Ele, em coletiva, atribuiu a origem do dinheiro à venda de um imóvel em Minas Gerais. Contudo, a PF apontou que o imóvel só foi transferido oficialmente um mês após a apreensão do dinheiro, conforme relatório do STF, o que reforça a suspeita de produção posterior do documento para justificar a transação.

A investigação também destacou a ausência de movimentação bancária compatível com o pagamento declarado em dinheiro vivo. Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) não identificou saques contemporâneos à data da compra, apesar de a escritura afirmar quitação integral em espécie. Sóstenes rebateu as acusações apresentando boletins de ocorrência de um assalto ao carro e de um acidente que ele sofreu dirigindo o veículo, como provas de uso contínuo e da existência do automóvel.

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