RENÚNCIA EM CURSO
Líder do Governo Lula no Senado deve se afastar após operação da PF
Senador Jaques Wagner (PT-BA) é alvo da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas ligadas ao antigo Banco Master. Afastamento visa blindar governo Lula.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) sinalizou que deve anunciar em breve seu afastamento da liderança do Governo Lula no Senado. A decisão surge após o parlamentar ter sido alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU). A operação investiga suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, as apurações centram-se em pessoas e empresas ligadas ao antigo Banco Master.
Ainda nesta semana, nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o senador deve conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formalizar a decisão. Aliados avaliam que a permanência de Wagner no posto poderia intensificar o desgaste político para ele e para o Planalto, prejudicando, inclusive, a campanha de reeleição presidencial de Lula.

A mudança de postura do senador ocorreu após intensas conversas com lideranças petistas da Bahia durante o último fim de semana. Inicialmente resistente à ideia de deixar a liderança, Wagner teria sido convencido de que o afastamento se configura como o gesto político mais adequado diante da repercussão da investigação.
Fontes próximas ao presidente da República indicam que a situação se agravou pelo fato de o senador ter assegurado previamente a Lula que não haveria elementos que pudessem justificar uma operação policial contra sua pessoa. A divulgação de imagens de dinheiro apreendido pela Polícia Federal e as suspeitas que recaem sobre um imóvel de alto padrão em Salvador aumentaram a apreensão dentro do Palácio do Planalto.
A investigação aponta para uma suposta relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Este último é considerado peça central nas apurações relativas ao caso Banco Master. A Polícia Federal alega ter reunido indícios de benefícios econômicos recebidos pelo senador, de forma direta ou indireta.
Em nota, Jaques Wagner nega veementemente qualquer irregularidade em sua conduta.
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