COMBATE AO CRIME
Líder de facção criminosa atuante no Amapá é preso em Porto Alegre
Ação coordenada pelo MPRS e MPAP mira desarticular organização envolvida com tráfico e homicídios; sete alvos já foram capturados.
Uma força-tarefa liderada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) efetuou a prisão de um homem apontado como liderança de uma facção criminosa com fortes ramificações no Amapá. A captura ocorreu nesta quinta-feira (23), em Porto Alegre, motivada pela necessidade de interromper o fluxo de comando do grupo criminoso que impõe violência e medo em comunidades amapaenses.
A ofensiva, realizada com o apoio da Brigada Militar, integra um desdobramento da Operação Convergência Nacional-Amapá. O objetivo central é neutralizar uma estrutura ilícita responsável por tráfico de drogas, comércio ilegal de armamentos e homicídios, trazendo alívio para a segurança pública nas regiões afetadas pela atuação do grupo.
O suspeito era considerado foragido desde a deflagração da operação em 17 de junho. Após um trabalho minucioso de inteligência e monitoramento compartilhado entre instituições, as autoridades conseguiram localizar o esconderijo do investigado na capital gaúcha. Com esta prisão, o sétimo dos dez alvos estabelecidos pela justiça foi retirado de circulação.
Durante a diligência, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentação que servirão para robustecer a apuração técnica do caso. O material está sob análise do Núcleo de Investigações do Ministério Público do Amapá (NIMP) e do GAECO. A operação, que conta com articulação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça do Ministério Público brasileiro (GNCOC/CNPG), continua em curso para localizar os demais foragidos.
As investigações apontam que a organização criminosa mantinha um esquema de cooptação de adolescentes para expandir seu domínio territorial e intensificar a prática de delitos violentos na capital amapaense. A decisão judicial, cumprida de forma definitiva nesta etapa, segue sob sigilo para preservar a integridade das diligências futuras.
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