JUSTIÇA E RIGOR

Leniel Borel exige perícia em celular encontrado com Dr. Jairinho

Imagem ilustrativa do caso Henry Borel
O aparelho celular foi encontrado na cela ocupada por Dr. Jairinho no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira.

Pai de Henry questiona se o ex-vereador utilizou aparelho para manipular o júri e pede investigação profunda do Ministério Público.

O pai do menino Henry, Leniel Borel, solicitou formalmente uma perícia rigorosa no aparelho celular apreendido na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. A medida, reforçada em 14 de julho de 2026, busca identificar possíveis contatos e tentativas de obstrução à justiça cometidas pelo acusado durante sua permanência no sistema prisional.

Leniel Borel manifestou preocupação com a integridade do processo judicial, questionando se o dispositivo teria sido usado para manipular informações cruciais para o julgamento. O questionamento ganha peso pela memória dos fatos de março de 2021, quando mensagens trocadas entre o Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram apagadas, dificultando a recuperação de provas essenciais à época.

O aparelho foi localizado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, unidade situada no Complexo de Gericinó, Rio de Janeiro. A descoberta resultou no isolamento disciplinar do acusado em 1º de julho de 2026. Agora, a expectativa é que o Ministério Público aprofunde a análise técnica para descobrir se houve comunicação externa indevida.

O caso Henry Borel permanece como um marco de violência contra a criança. Henry faleceu em 8 de março de 2021, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, após sofrer agressões. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) foi determinante para a condenação, ao constatar 23 lesões de natureza violenta que contradisseram a versão de acidente doméstico apresentada pelo padrasto e pela mãe.

Em junho de 2026, o Dr. Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique Medeiros foi condenada por omissão, recebendo perdão judicial após a desclassificação do crime para homicídio culposo. A defesa pode recorrer da sentença, mas a perícia no novo aparelho surge como um elemento capaz de trazer novos desdobramentos éticos e jurídicos ao caso.

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