ALERTA PREÇO ALIMENTOS

Leite UHT registra alta de 18,3% em abril, impactando o orçamento familiar

Gráfico mostrando a alta de 18,3% no preço do leite UHT em abril.
A alta no preço do leite UHT em abril, de 18,3%, representa um impacto significativo no orçamento das famílias brasileiras.

Aumento de 18,3% no preço do leite UHT em abril pressiona o bolso do consumidor, reflexo da queda na produção e da volatilidade em itens essenciais. Outros produtos básicos também acumulam altas significativas.

O preço do leite UHT registrou um expressivo aumento de 18,3% em abril, adicionando pressão ao orçamento das famílias brasileiras. O valor médio do produto saltou de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 no mês seguinte, conforme revela o estudo "Variações de Preços: Brasil & Regiões", realizado pela Neogrid. Esta escalada nos preços afeta diretamente a dignidade e a capacidade de consumo de bens essenciais por parte da população.

O cenário de encarecimento do leite UHT ocorre em paralelo com uma redução na produção nacional. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) apontou uma queda de 3,9% na coleta entre fevereiro e março, consolidando uma retração de 11,1% no primeiro trimestre do ano. Esse movimento é influenciado por fatores sazonais, como a menor disponibilidade de pastagens, e pela cautela dos produtores após um ano de margens apertadas em 2025.

A alta do leite UHT se soma a outros aumentos em categorias básicas. Queijos registraram elevação de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão também subiu 2,1%, de R$ 7,51 para R$ 7,67. Legumes tiveram aumento de 2%, e o pão, 1,8%. Esses reajustes impactam diretamente a composição da cesta básica e a capacidade de acesso a alimentos nutritivos.

"Os dados mostram uma pressão concentrada em categorias essenciais e mais sensíveis à sazonalidade, como lácteos e hortifruti, mantendo o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras", explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid. A volatilidade nos preços de itens de primeira necessidade levanta preocupações sobre a segurança alimentar e o bem-estar social.

Pressão acumulada no ano exige atenção do consumidor

No acumulado de dezembro de 2025 a abril de 2026, os legumes lideram a inflação no varejo alimentar com uma alta de 25,3%, subindo de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida, o leite UHT acumula valorização de 21,7%, seguido pelo feijão (20,5%), ovos (13,4%) e carne bovina (6,6%). Essa tendência reforça o impacto sobre itens essenciais e a necessidade de estratégias para mitigar o peso desses aumentos no orçamento familiar.

"Para os próximos meses, a tendência é de continuidade da volatilidade em categorias mais sensíveis à oferta e ao clima, como lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. Ao mesmo tempo, categorias industrializadas e algumas proteínas devem seguir mais estáveis, sustentadas pela maior competitividade no varejo e acomodação de custos", acrescenta Alves. A incerteza econômica e climática exige vigilância constante dos consumidores.

Variações de preços em abril de 2026 na região Sudeste

Na região Sudeste, o leite UHT liderou a elevação de preços em abril, com um aumento de 20,19%. Outros produtos como pão (4,1%), creme dental (1,6%), água sanitária (1,6%) e arroz (1,4%) também registraram alta. Por outro lado, os consumidores da região observaram recuos em carne suína (-5,9%), ovos (-4,8%), açúcar (-3,1%), café (-3%) e desinfetante (-1,8%).

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