ESCALADA NA PENÍNSULA
Kim Yo-jong intensifica tensão após Coreia do Norte disparar míssil
A influente irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong, articula uma retórica hostil contra o Japão, enquanto o regime norte-coreano realiza novos testes balísticos.
A Coreia do Norte intensificou sua postura beligerante ao disparar um míssil balístico em direção ao mar na costa leste da Península Coreana. O ato, ocorrido nesta quinta-feira (6), sucedeu uma série de ameaças proferidas por Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un, contra o Japão. A movimentação reflete a instabilidade regional e a estratégia de Pyongyang de contestar o fortalecimento das alianças militares entre Tóquio, Seul e os Estados Unidos.
A ascensão de Kim Yo-jong
Kim Yo-jong consolidou sua posição como figura central no regime após sua nomeação, em 2021, para a Comissão de Assuntos de Estado. Com uma trajetória que inclui estudos na Suíça entre 1996 e 2001, ela ganhou visibilidade global durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul, marcando a primeira visita oficial de um membro da dinastia ao país vizinho desde o fim da Guerra da Coreia.
Sua influência, ancorada na confiança direta de Kim Jong-un, extrapola a diplomacia cerimonial. Ao acompanhar o irmão em cúpulas com Donald Trump, Kim Yo-jong demonstrou ser uma peça-chave na política externa do país, sendo apontada por especialistas como a sucessora mais provável para assegurar a continuidade do poder na Coreia do Norte.
Contexto de tensão militar
O disparo, efetuado por volta das 17h (5h em Brasília) a partir de Wonsan, ocorre em um cenário de alta volatilidade. A irmã do líder norte-coreano justificou a hostilidade mencionando o uso de mísseis Tomahawk pelo Japão e a participação nipônica em manobras lideradas pelos Estados Unidos nas Filipinas. Pyongyang contesta esses exercícios militares, classificando-os como preparativos para uma possível invasão.
Em resposta à ação desta quinta-feira (6), o governo de Seul convocou uma reunião emergencial de segurança. As autoridades sul-coreanas condenaram o lançamento como uma violação direta das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, reiterando que as manobras conjuntas com os Estados Unidos visam fortalecer a defesa contra ameaças nucleares, e não promover o conflito.
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