MORTE NO TRÂNSITO
Justiça julga oficial acusado de atropelar e matar bailarina em Natal
O oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais será julgado nesta terça-feira (16), mais de sete anos após o acidente que tirou a vida da professora de dança Gislâne Cruz do Nascimento. Ele responderá por atropelamento com vítima fatal, com sinais de embriaguez.
A Justiça do Rio Grande do Norte julgará, nesta terça-feira, 16 de julho de 2026, o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais. Ele é acusado de provocar um acidente que resultou na morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento. O júri popular ocorrerá mais de sete anos após o trágico incidente, registrado em 2019.
De acordo com as informações do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), a vítima fatal trafegava na Avenida Prudente de Morais, em Natal, no sentido Candelária, em um veículo conduzido por uma motorista de aplicativo. O carro em que Gislâne estava foi atingido frontalmente por outro veículo, que invadiu a contramão. A força do impacto causou o capotamento do carro onde a bailarina se encontrava.
A motorista de aplicativo e o condutor do outro veículo sofreram ferimentos leves e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a uma unidade hospitalar. Gislâne Cruz, no entanto, não resistiu aos graves ferimentos.
Conforme apurado pelo CPRE, Josias Teixeira de Morais, então com 63 anos, dirigia o veículo na contramão e apresentava sinais de embriaguez. Ele foi detido após o ocorrido e admitiu ter consumido bebida alcoólica. A acusação é de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a qualificadora de embriaguez ao volante.
Gislane Cruz do Nascimento era uma figura reconhecida na comunidade artística e educacional. Ex-bailarina da Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, ela dedicava-se ao ensino da dança em instituições de renome como os colégios Salesianos São José e Dom Bosco. Em 2019, ano do acidente, Gislâne também foi coroada Rainha do Carnaval de Parnamirim, destacando sua vitalidade e contribuição cultural.
A morte de Gislâne não apenas ceifou uma vida jovem e promissora, mas também deixou um rastro de dor para familiares, amigos e alunos, evidenciando a necessidade de conscientização e responsabilidade no trânsito, especialmente em relação aos perigos da direção sob efeito de álcool.
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