LICITAÇÃO QUESTIONADA
Justiça do Rio formaliza ação contra Waguinho por fraude na dengue
Decisão do Segundo Grupo de Câmaras Criminais de 29 de abril de 2026 aponta irregularidades em contratos de R$ 319 mil.
O prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner Carneiro, conhecido como Waguinho (Republicanos), virou réu por suposta fraude em licitações destinadas ao combate à dengue. A decisão foi proferida pelo Segundo Grupo de Câmaras Criminais do Rio na última quarta-feira, 29 de abril de 2026, acolhendo denúncia que aponta direcionamento de contratos e prejuízo aos cofres públicos. Este desenvolvimento levanta sérias questões sobre a integridade da gestão municipal e a efetividade das ações de saúde pública em uma área já vulnerável à doença.
As investigações, iniciadas em 2024 pela Assessoria de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (AAOCRIM/MPRJ), revelaram que os editais dos processos licitatórios não foram sequer disponibilizados no site da prefeitura, impedindo a participação de outras empresas e comprometendo a competitividade. A acusação detalha um esquema para favorecer a Rag Rodrigues Confecção e Comércio, que venceu um dos certames oferecendo o serviço por R$ 319 mil, mesmo sem ter retirado o edital oficial.
Quem se tornou réu no processo
- o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho;
- o ex-assessor especial de serviços na Secretaria de Saúde, Edson Menezes da Silva;
- o ex-secretário executivo de Controle de Zoonoses, Vinícius Augusto da Costa;
- o ex-secretário de Saúde, Vander Louzada de Araújo;
- o pregoeiro Cássio da Rocha Brum.
Edital suspenso pelo TCE-RJ
A investigação que culminou na denúncia teve início após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) declarar a ilegalidade dos editais, impulsionado por uma representação da empresa Trixmaq Eireli Epp. Esta empresa alegou ter sido prejudicada ao não conseguir acesso aos documentos licitatórios, apesar de diversas tentativas em diferentes setores da prefeitura de Belford Roxo. A Trixmaq chegou a impetrar um mandado de segurança, que resultou na suspensão de um dos pregões. A denúncia do Ministério Público ressalta que "os elementos colhidos durante as investigações indicam o ajuste dos agentes públicos com os particulares que seriam beneficiados com a contratação, inclusive com a participação de pessoas jurídicas que sequer teriam retirado os editais e participaram do certame, formulando propostas". Além disso, o órgão ministerial apontou que o objeto social das três empresas envolvidas no certame não condizia com os serviços licitados, abrangendo desde atividades de engenharia e locação de automóveis até lavanderia e serviços de TI. A decisão de tornar os envolvidos réus marca uma etapa crucial no combate à corrupção e na busca por transparência na administração pública. Para a população de Belford Roxo, representa a esperança de que a justiça seja feita e que os recursos destinados a serviços essenciais, como a saúde, sejam utilizados de forma ética e responsável, especialmente em ações de grande impacto social como o controle da dengue.Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário