PROTEÇÃO E JUSTIÇA

Justiça do Ceará concede medida protetiva a Ysabelle Rodrigues após morte de Helena

Fachada da delegacia da Polícia Civil do Ceará
Polícia Civil do Ceará investiga morte de bebê de 10 meses

Decisão judicial resguarda a mãe após denúncias de ameaças e histórico de violência doméstica. Laudos periciais descartaram crime sexual anteriormente suspeitado.

A Justiça do Ceará determinou a concessão de medidas protetivas de urgência em favor de Ysabelle Rodrigues nesta segunda-feira, 20/07/2026. A decisão, tomada após o trágico falecimento de sua filha, Helena, de 10 meses, ocorrido em 13 de julho, visa garantir a integridade física e psicológica da mulher, que relatou sofrer ameaças de terceiros, incluindo o pai da criança.

O advogado Weryd de Simões, responsável pela defesa da mãe, esclareceu que o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) fundamentou a medida em provas de um histórico persistente de abusos físicos, morais e patrimoniais. A proteção tornou-se necessária diante da exposição pública do caso, que gerou ataques em redes sociais e menções a facções criminosas no Ceará.

O caso ganhou notoriedade nacional após o atendimento médico inicial em um hospital de Fortaleza. Na ocasião, médicos suspeitaram de violência sexual, hipótese que desencadeou uma investigação rigorosa pela Polícia Civil e pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Contudo, exames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartaram a violência sexual, confirmando o óbito por asfixia mecânica indireta. Como resultado, o inquérito foi reclassificado para homicídio culposo.

Atualmente, o processo segue em curso com dois investigados sob prisão preventiva: Francisco Ray Magalhães e Roberto Levy Magalhães. Enquanto a defesa de Francisco Ray nega participação direta no momento do óbito, o pai da criança, Erisvaldo Almeida, tem utilizado as redes sociais para imputar a responsabilidade do ocorrido a Ysabelle Rodrigues, citando negligência durante uma confraternização. A justiça agora trabalha para apurar a responsabilidade penal dos envolvidos enquanto garante a segurança da mãe, sobrevivente de um ciclo prolongado de violência doméstica.

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