DECISÃO JUDICIAL

Justiça de SP mantém prisão de réus por morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em Limeira

Foto de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem vítima de acidente em Limeira.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas faleceu após queda de plataforma de rope jump em Limeira (SP).

O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas negou a liberdade dos quatro envolvidos no caso e agendou a audiência de instrução para setembro.

A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade dos quatro réus acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida em 13 de junho. A decisão, proferida na quarta-feira (12), reafirma a necessidade de custódia preventiva diante da gravidade do caso e dos riscos à ordem pública.

O magistrado Guilherme Lopes Alves Lamas, titular da 2ª Vara Criminal de Limeira (SP), manteve a denúncia por homicídio qualificado contra Evelyne dos Santos Gonçalves, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff. A primeira audiência de instrução e julgamento foi designada para 17 de setembro de 2026, às 12h30.

A decisão destaca a “extrema indiferença à vida humana” demonstrada pelo grupo, que operava sem formalização empresarial e priorizava o lucro em detrimento da segurança dos participantes. O juiz pontuou que os réus tentaram destruir provas, incluindo a exclusão de vídeos e registros da atividade em redes sociais logo após o acidente, o que comprometeria a integridade da investigação caso fossem soltos.

Embora as defesas tenham argumentado que os réus possuem residência fixa e primariedade, o Judiciário entendeu que medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes para impedir a continuidade das práticas do grupo. Além de manter a detenção, o tribunal autorizou aprofundar a investigação financeira sobre os valores arrecadados, estabelecendo um prazo de 10 dias para que instituições bancárias apresentem informações detalhadas.

Ao indeferir o pedido de absolvição sumária, o magistrado ressaltou que a complexidade do caso exige o devido processo legal, com a oitiva de testemunhas e análise profunda das provas para que a família da vítima obtenha justiça pela perda irreparável da jovem.

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