REDE SOCIAL CONDENADA

Justiça de São Paulo condena rede social por falsas acusações de pedofilia contra homem

Fachada do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Tribunal de Justiça de São Paulo determinou pagamento de indenização.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que uma rede social pague R$ 30 mil a um homem que foi alvo de falsas acusações de pedofilia, estupro e ameaças de morte, após a plataforma não remover o perfil difamatório.

Uma rede social foi condenada a indenizar em R$ 30 mil um homem que se tornou alvo de falsas acusações de pedofilia, estupro e ameaças de morte. A decisão, tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por meio da 4ª Vara Cível da Comarca de Santos, ocorreu após a plataforma falhar em remover um perfil que disseminava conteúdos difamatórios e utilizava fotos pessoais da vítima e de seus familiares para imputar práticas criminosas.

A justiça constatou que o perfil na rede social não apenas veiculava informações falsas, mas também propagava ameaças de morte contra o homem e seus familiares. Mesmo diante de denúncias e pedidos formais para a exclusão da conta, a empresa optou por não tomar as medidas cabíveis, o que motivou a ação judicial.

Na decisão, divulgada na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, o juiz Frederico dos Santos Messias ressaltou que a plataforma se beneficiou do "fluxo de engajamento" gerado pelos conteúdos falsos, assumindo assim os riscos inerentes à veiculação de material criminoso. A sentença determina o pagamento de R$ 30 mil, com multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 50 mil, além da exclusão definitiva da conta responsável pelas difamações.

É importante notar que a decisão ainda está sujeita a recurso por parte da rede social.

*Sob supervisão de Rafael Saldanha

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