JUSTIÇA E INFLUÊNCIA

Justiça de Minas torna "Drake de BH" réu

Pistola 9 mm apreendida em blitz com 'Drake de BH'
Pistola 9 mm com numeração adulterada foi apreendida dentro do carro do influenciador 'Drake de BH'. — Foto: Polícia Militar

Thiago Henrique dos Reis Pedra, conhecido como "Drake de BH", enfrenta agora a Justiça por porte ilegal de arma de fogo com numeração adulterada. A prisão ocorreu durante uma blitz em Belo Horizonte no dia 2 de março, onde uma pistola 9 mm, que já havia sido apreendida pela polícia em outra ocorrência, foi encontrada em seu veículo. O caso, que envolve um crime grave e um influenciador de grande alcance, levanta questões sobre segurança pública e a responsabilidade de figuras proeminentes.

A Justiça de Minas Gerais formalizou a denúncia e tornou réu o influenciador digital Thiago Henrique dos Reis Pedra, amplamente conhecido como "Drake de BH", por porte ilegal de arma de fogo com numeração adulterada. A decisão, que repercute fortemente dada a notoriedade do influenciador, inicia um processo judicial que poderá culminar em severas penalidades, além de abalar a imagem pública de uma figura com grande alcance nas redes sociais. Este desdobramento jurídico ocorre após sua prisão em flagrante, no dia 2 de março, quando agentes o detiveram em uma blitz policial na Região Oeste de Belo Horizonte, encontrando uma pistola semiautomática 9 mm, arma que, conforme investigações, já havia sido apreendida em uma ocorrência anterior e não deveria estar em circulação. A notícia do indiciamento é amplamente divulgada nesta quinta-feira, 30/04/2026, gerando debates sobre a responsabilidade de figuras públicas e a segurança no acesso a armamentos no Brasil.

Para Thiago, a formalização das acusações marca o início de um complexo processo legal, que pode ter profundas implicações para sua liberdade e reputação junto aos seus seguidores e à sociedade.

Segundo a denúncia detalhada, equipes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) realizavam uma operação de fiscalização rotineira na noite de 2 de março. Ao se aproximar da blitz, um veículo mudou bruscamente de direção, levantando suspeitas dos militares. Diante da atitude evasiva, os agentes iniciaram o acompanhamento e conseguiram abordar o motorista, identificado como Thiago Henrique dos Reis Pedra.

O registro policial indica que Thiago demonstrava nervosismo e tentou afastar-se dos policiais durante a abordagem. Nas buscas no interior do carro, os militares localizaram a pistola 9 mm. Questionado sobre a origem da arma, o influenciador alegou ter comprado o armamento por R$ 10 mil, justificando a aquisição por estar sofrendo ameaças.

Contudo, a averiguação do número de série do armamento revelou uma informação crucial: a pistola já havia sido apreendida em 2022, na cidade de Juatuba, durante uma investigação de homicídio, e, portanto, não poderia estar em posse de um civil e muito menos em circulação. Tal descoberta adiciona uma camada de complexidade e gravidade à acusação de porte ilegal.

Diante dos fatos, Thiago Henrique dos Reis Pedra foi preso em flagrante. Posteriormente, em audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, o que significa que ele aguardará o julgamento sob custódia, e agora responde formalmente à ação penal, um processo ainda sujeito a defesa e recursos legais.

O caso ganha contornos adicionais ao recordar um incidente anterior na vida do influenciador. No dia 3 de fevereiro, sua residência no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, foi invadida por assaltantes. Um homem de 29 anos acabou morto após ser baleado durante o confronto. Conforme relatos da Polícia Militar, três homens armados invadiram o imóvel e renderam os moradores.

O influenciador afirmou que reagiu à invasão e aos assaltos após presenciar seu pai ser agredido, efetuando disparos com uma arma que teria caído durante a luta corporal. O suspeito ferido foi socorrido e encaminhado ao Hospital Risoleta Neves, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. A PMMG apreendeu duas armas de fogo no local, e apenas um capacete foi levado da casa. À época, a defesa de Thiago Pedra sustentou que a conduta dele foi amparada pela legítima defesa, um ponto que pode ser revisitado diante das novas acusações.

A Justiça agora avalia a acusação de porte ilegal de arma com numeração adulterada, um crime que, independentemente dos eventos passados, representa uma séria infração à legislação brasileira sobre armamentos e gera preocupações sobre o controle e a segurança pública.

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