PROTEÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR
Justiça afasta professor por suspeita de assédio contra alunas em Barro Duro
Decisão judicial proíbe o docente de atuar em escolas públicas ou privadas e impõe restrição de contato com as adolescentes envolvidas no caso.
O Poder Judiciário determinou o afastamento definitivo de um professor da rede municipal de ensino de Barro Duro, no Piauí, em resposta a denúncias de assédio sexual, importunação e atos libidinosos contra estudantes. A medida foi formalizada em 10 de julho de 2026 pelo Ministério Público (MPPI), visando garantir a integridade física e psicológica das alunas, fundamentais para a preservação do ambiente educacional como um espaço seguro de aprendizado.
A investigação, conduzida pela Promotoria de Justiça local, aponta que o docente teria se utilizado de sua posição de autoridade para constranger adolescentes, buscando obter vantagens de cunho sexual. A decisão do juiz José Sodré Ferreira Neto estabelece que o investigado está proibido de manter qualquer tipo de contato com as vítimas e seus familiares, devendo permanecer a uma distância mínima de 200 metros de cada uma delas.
Além do afastamento imediato de Barro Duro, a sentença veda a atuação do professor em qualquer instituição de ensino, pública ou privada, proibindo seu acesso a tais estabelecimentos. O réu deverá, ainda, comparecer mensalmente à Justiça e não poderá ausentar-se do município de residência por mais de 30 dias sem autorização prévia.
Em nota oficial enviada em 10 de julho de 2026, o secretário municipal de educação, Irandir Silva, afirmou que, embora a prefeitura ainda não tivesse sido notificada formalmente pela Justiça, o docente já estava afastado de suas funções desde fevereiro, momento em que as denúncias chegaram ao conhecimento da secretaria. A gestão municipal reiterou que acatará integralmente as determinações judiciais.
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