JUSTIÇA À VISTA
Juiz Valter Flor comanda 2º dia de julgamento de Pollyana Nataluska em Natal
Seis suspeitos no banco dos réus, incluindo irmã e cunhado da vítima. Previsão de mais cinco depoimentos nesta terça-feira, 28/04/2026.
Em uma busca contínua por justiça, o Tribunal do Júri em Natal realiza nesta terça-feira, 28/04/2026, o segundo dia do julgamento que investiga o assassinato da jovem comerciante Pollyana Nataluska. Presidida pelo juiz Valter Flor, da 2ª Vara Criminal de Natal, a sessão no Fórum Miguel Seabra Fagundes busca esclarecer as responsabilidades de seis denunciados, incluindo a irmã e o cunhado da vítima. O desenrolar deste processo é crucial para a família de Pollyana, que aguarda por respostas desde o brutal crime ocorrido em 2021, e para a sociedade, que busca a resolução de um caso de grande impacto.
Os trabalhos do júri foram retomados por volta das 9h20 desta terça-feira. A expectativa é que sejam ouvidas cinco testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa, a fim de trazer novas perspectivas e provas ao caso.
O julgamento já havia sido reiniciado na segunda-feira, 27/04/2026, no Plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, sob a condução do juiz Valter Flor.
No primeiro dia, a manhã e o início da tarde foram dedicados à análise de questões preliminares apresentadas pelas defesas dos réus. Após o intervalo de almoço, o Conselho de Sentença foi formado por volta das 16h10, através do sorteio dos jurados. Na sequência, teve início o depoimento das testemunhas de acusação, com apenas uma delas sendo ouvida. Os trabalhos foram encerrados às 21h50 da segunda-feira, para a continuidade hoje.
Pollyana Nataluska, de apenas 22 anos, foi executada a tiros dentro de uma loja de material de construção, localizada na zona Norte de Natal, no dia 18 de maio de 2021. Seis indivíduos são apontados como suspeitos de envolvimento no crime. Entre eles, destacam-se a irmã da vítima e seu cunhado. Os outros denunciados incluem os dois ocupantes da motocicleta utilizada na ação criminosa, sendo um deles apontado como o autor dos disparos, além do proprietário do veículo.
A vítima era filha adotiva dos pais da mulher acusada de ser a mandante do crime. Em depoimento anterior, Williane Fernandes, irmã biológica de Pollyana, havia relatado que a comerciante já sofria ameaças e agressões antes de sua morte.
Este julgamento é uma retomada de um processo anterior, iniciado em outubro de 2025, que precisou ser suspenso após um problema de saúde de um dos jurados. Com a dissolução do Conselho de Sentença original, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada e teve início nesta semana. A previsão é que os trabalhos se estendam até a próxima quinta-feira, 30/04/2026, buscando uma decisão sobre o caso.
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