TRAGÉDIA NA ESTRADA
Jovem morre após implorar para motorista parar carro em Alexânia; homem é preso
Estudante de Direito, de 21 anos, implorou para o condutor parar o veículo antes do acidente fatal. Investigação aponta para feminicídio por dolo eventual. Defesa alega acidente.
{"blocks":[{"key":"1g0p1","type":"paragraph","data":{"text":"Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, a jovem que morreu após implorar para o motorista parar o carro em Alexânia, no dia 4 de maio, estudava direito e tinha o sonho de se formar em uma cidade maior. A mãe dela, Keila Aparecida Farinha, descreve a filha como uma pessoa que irradiava luz e era a preferida das crianças, sempre atenta aos irmãos mais novos e à família."}},{"key":"48s2e","type":"paragraph","data":{"text":"O motorista do carro, Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos, foi preso e é apontado pela família como amigo de trabalho da jovem. Segundo a delegada Silzane Bicalho, responsável pela investigação, o casal passou o dia anterior ao acidente em uma chácara e, em seguida, foram a um bar. O suspeito disse à polícia que ficou com ciúmes da jovem, que era popular, e decidiu ir embora com ela para Ceilândia, onde estavam amigos dele."}},{"key":"f9m4o","type":"paragraph","data":{"text":"A defesa de Ivan Rodrigues Cardoso contesta a natureza do caso, afirmando que se trata de um acidente automobilístico em investigação inicial. A advogada Luiza Barreto Braga considera precipitado atribuir o caso como feminicídio, pois não há comprovação de intenção deliberada de provocar o resultado trágico. A defesa adotará medidas judiciais, incluindo pedido de habeas corpus, para garantir os direitos do investigado."}},{"key":"2k1l3","type":"paragraph","data":{"text":"Em depoimento, Ivan relatou que, enquanto dirigia na BR-060, viu um vulto, puxou o volante e perdeu o controle do carro, resultando no capotamento. A investigação aponta que ele havia ingerido bebida alcoólica no dia do acidente. Kimmberlly Gisele foi socorrida com vida, mas faleceu na ambulância. Ivan foi levado a um hospital em Anápolis. O suspeito poderá responder por feminicídio por dolo eventual, caracterizado quando há assunção do risco de produzir o resultado."}},{"key":"7v5g9","type":"paragraph","data":{"text":"A mãe de Kimmberlly, Keila, relembrou a conversa que teve com a filha horas antes do acidente, quando Kimmberlly confirmou que iria dormir em casa. Ela expressou a dor da perda, descrevendo um "buraco" deixado pela ausência da filha, cujos irmãos também sentem saudades. A jovem havia retornado à faculdade de direito e trabalhava como auxiliar de vendas, com o sonho de se formar e morar em uma cidade maior."}},{"key":"8a2b4","type":"paragraph","data":{"text":"O acidente ocorreu no dia 4 de maio. Um vídeo gravado pela própria Kimmberlly dentro do carro mostra o momento em que ela implora ao motorista para parar o veículo: "Ivan, por favor, estou com medo. Ivan, por favor, vamos para minha casa?". Ele responde pedindo para ela parar de filmar."}}]},"version":1}
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