VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE

Jovem encontra fotos de outras mulheres no celular de funcionário que copiou sua imagem íntima em Chapecó (SC)

Eduarda Kruger, jovem que teve foto íntima copiada por atendente de loja em Chapecó (SC)
Eduarda Kruger, jovem que teve foto íntima copiada por atendente de loja em Chapecó (SC)

Após descobrir que sua foto íntima foi copiada por um atendente de loja TIM, a jovem retornou ao local e, com a presença da PM, acessou o celular do funcionário, encontrando mais imagens. O caso foi registrado como Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

A indignação e o sentimento de violação de uma jovem de 20 anos em Chapecó (SC) foram ampliados nesta sexta-feira, 19/06/2026, ao descobrir que o funcionário de uma loja de celular não apenas copiou uma foto íntima sua sem permissão, mas também armazenava imagens de outras mulheres em seu aparelho. A descoberta ocorreu após a jovem retornar à loja acompanhada pela Polícia Militar (PM) para registrar a ocorrência.

O incidente que abalou Eduarda Kruger teve início no dia 11 de junho, quando ela procurou uma loja da TIM para alterar seu plano de telefone. Ao solicitar a senha do celular para acessar o aplicativo da empresa, o atendente, agindo de forma indevida, copiou uma foto íntima da jovem. A descoberta acidental aconteceu momentos depois, ao notar uma notificação de transferência de arquivos via AirDrop ainda ativa em seu aparelho.

Emocionalmente abalada, Eduarda descreveu em redes sociais o choque e a culpa que sentiu. “Estou muito mal. Estou triste, me senti muito culpada por ter passado a senha do meu celular para ele”, relatou, enfatizando a importância de alertar outras pessoas sobre a vulnerabilidade e a necessidade de cuidado. Sua reação imediata foi acionar a família e um amigo policial, que a orientou a contatar o 190.

Ao retornar à loja com a PM, o funcionário admitiu a transferência da imagem para seu dispositivo pessoal. Durante a revista do aparelho, realizada na presença das autoridades, Eduarda encontrou as fotografias de outras mulheres em uma pasta de itens ocultos, evidenciando um padrão de conduta preocupante e a violação da dignidade de diversas pessoas.

O caso foi registrado como Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), um procedimento para infrações penais de menor potencial ofensivo, que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. A TIM, em nota, informou que o indivíduo não era funcionário direto da operadora, mas sim de um parceiro comercial, e que ele foi desligado imediatamente após a identificação dos fatos, que violam os padrões de ética e conduta da empresa. A companhia expressou desculpas e solidariedade à cliente.

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