LUTO NA COMUNICAÇÃO

Jornalista Helga Oliveira, pioneira no jornalismo esportivo do RN, morre aos 51 anos

Jornalista Helga Oliveira sorrindo.
A jornalista Helga Oliveira foi uma das pioneiras da cobertura esportiva no Rio Grande do Norte.

A comunicadora, reconhecida por sua atuação no esporte e na conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), faleceu nesta quinta-feira (25), após complicações de pneumonia. Seu legado inspira.

A jornalista Helga Oliveira, uma das pioneiras na cobertura esportiva do Rio Grande do Norte e uma voz ativa na conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), faleceu nesta quinta-feira, 25 de julho de 2026, aos 51 anos. Sua morte ocorreu após 19 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Policlínica, onde não resistiu às complicações de uma pneumonia agressiva. Helga convivia há cinco anos com leucemia crônica e completaria 52 anos neste sábado, 27 de julho.

O velório ocorrerá a partir das 7h30 desta sexta-feira, 26 de julho, na sala de velório central do Cemitério Morada da Paz, em Emaús. O sepultamento está agendado para as 10h30, no mesmo local.

Figura proeminente no cenário potiguar, Helga construiu uma carreira marcada pela excelência profissional, pela defesa incansável de causas sociais e pelo profundo afeto dedicado à família. Sua luta contra a leucemia crônica, diagnosticada há cinco anos, foi acompanhada de perto por sua rede de apoio. Uma gripe recente evoluiu para uma pneumonia severa, agravando drasticamente seu quadro de saúde.

Na quarta-feira, 24 de julho, seu marido, o também jornalista Luís Henrique, compartilhou atualizações sobre a recuperação de Helga, mencionando "pequenos milagres diários" na estabilização e melhora do quadro. Ele expressou profunda gratidão à equipe médica pelo cuidado dedicado à jornalista. Na tarde de quinta-feira, Luís Henrique comunicou a partida da esposa em uma breve e emocionante mensagem nas redes sociais: "Nossa galega descansou."

Legado no jornalismo e na defesa de causas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) emitiu nota de pesar, exaltando a importância de Helga para o jornalismo potiguar. "Pioneira na cobertura esportiva no Rio Grande do Norte, Helga construiu uma trajetória marcada pelo profissionalismo, competência e coragem, abrindo caminhos para muitas mulheres em uma área historicamente ocupada por homens. Seu trabalho deixou uma contribuição importante para o jornalismo potiguar", destacou a entidade.

O Sindjorn também ressaltou a atuação de Helga na defesa dos direitos das pessoas com autismo. "Além de sua atuação profissional, Helga transformou sua experiência como mãe em uma causa de conscientização e inclusão, tornando-se referência na defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista e na promoção do diagnóstico precoce", acrescentou a nota.

A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) também se manifestou, reconhecendo Helga como referência no jornalismo esportivo feminino. Em sua homenagem, a FNF determinou a realização de um minuto de silêncio em todos os jogos que ocorrerem no Rio Grande do Norte neste fim de semana, válidos pelo Campeonato Brasileiro Série D e Campeonato Potiguar Sub-17.

Colegas de profissão e amigos utilizaram as redes sociais para se despedir da jornalista, relembrando seu pioneirismo, profissionalismo e a luz que espalhou. A escola de comunicação Vox2you Natal celebrou a capacidade de Helga de "eternizar quem a pratica com o coração". O jornalista Chrystian de Saboya, que a chamava carinhosamente de "Helguinha", compartilhou memórias de amizade e felicidade, rogando a Deus proteção para seus filhos e marido. Margot Ferreira destacou o pioneirismo de Helga no esporte potiguar e compartilhou memórias de uma amizade profunda. Liziane Virgílio e Ana Karla Martins ressaltaram a parceria e a abertura de caminhos para outras mulheres no jornalismo esportivo. Andreia Ramos lembrou-a como "mãe-leoa", profissional incrível e amiga leal. Bruno Giovanni relembrou uma amizade de mais de quatro décadas e o papel dela em sua vida. Gustavo Negreiros e Daniel Cabral destacaram a força da amizade que perdurou décadas. A secretária de Comunicação de Natal, Criz Vidal, enalteceu seu profissionalismo, dedicação à família e o impacto de sua voz na defesa de causas. Thaisa Galvão mencionou sua atuação como repórter esportiva, empresária e mãe atípica, ressaltando sua luta pela conscientização sobre o autismo.

Helga Oliveira encerra uma trajetória marcada pela dedicação ao jornalismo, pelo pioneirismo na cobertura esportiva e pelo compromisso com causas que transformaram a vida de muitas famílias potiguares. Seu legado permanece vivo na profissão, entre amigos e colegas, e nas inúmeras vidas que ela impactou.

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