NOVO CHEFE DE GABINETE
Javier Milei nomeia Diego Santilli novo chefe de gabinete após renúncia de Manuel Adorni em meio a escândalo
Diego Santilli assume a função na terça-feira (30), substituindo Manuel Adorni, que renunciou em meio a acusações de gastos incompatíveis com seus rendimentos e viagens familiares.
{ "blocks": [ { "type": "paragraph", "data": { "text": "O presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu nesta segunda-feira, 29/06/2026, nomear Diego Santilli como o novo chefe de gabinete. A decisão ocorre após a renúncia de Manuel Adorni no sábado (27), em meio a um escândalo de corrupção que abala o governo. Santilli, que ocupava o cargo de ministro do Interior, assumirá a nova função na terça-feira (30)." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "A saída de Adorni, após mais de três meses de pressão, representa o maior escândalo do governo Milei até o momento e impacta diretamente a confiança pública na administração. Santilli, 59 anos, chega para trazer um perfil potencialmente mais consensual ao cargo, em contraste com o estilo confrontador de seu antecessor." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Com uma vasta trajetória política, Santilli iniciou sua carreira no peronismo antes de migrar para o partido Pro. Ele ocupou cargos como vice-chefe de governo e ministro da Segurança de Buenos Aires, além de ter sido senador e deputado nacional. Desde novembro de 2025, liderava o Ministério do Interior, sendo responsável por negociações cruciais com governadores e bancadas aliadas." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Santilli será o quarto chefe de Gabinete nomeado por Javier Milei desde o início de seu mandato em dezembro de 2023. Em suas primeiras declarações após o anúncio, Santilli expressou seu compromisso: \"Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo siga fazendo história. Acredito em projetos coletivos, não em projetos individuais\", afirmou em sua conta no X, complementando: \"Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas.\"" } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "O escândalo que levou à renúncia de Adorni veio à tona em março, quando foi revelado que sua esposa, Betina Angeletti, viajou com a comitiva oficial da Presidência a Nova York sem ter uma função oficial. Subsequentemente, outras revelações surgiram, como uma viagem familiar às ilhas de Aruba, estimada entre US$ 14 mil e US$ 15 mil, e a aquisição de dois imóveis em 2024 e 2025: uma casa em nome de sua esposa em um condomínio próximo a Buenos Aires e um apartamento de US$ 230 mil no bairro de Caballito, na capital." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Esses gastos levantaram questionamentos sobre a compatibilidade com o salário de ministro e a situação financeira anterior de Adorni, culminando em sua impopularidade. Uma pesquisa do Ceop divulgada na semana passada indicou que 78% dos argentinos acreditavam que o político deveria renunciar. Apesar disso, a irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, manifestou apoio ao ex-funcionário, destacando sua integridade e lamentando as circunstâncias." } }, { "type": "paragraph", "data": { "text": "Em sua carta de renúncia, Adorni revelou que estava agindo contra a vontade do presidente Javier Milei ao aceitá-la. \"Pela primeira vez desde 10 de dezembro de 2023, estou indo contra a sua vontade. Agradeço por desta vez aceitar minha renúncia ao cargo de chefe de gabinete\", declarou Adorni, indicando o apoio presidencial até o último momento da sua gestão." } } ] }
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