APOIO PRESIDENCIAL
Jaques Wagner recebe apoio de Lula após investigação da PF e reafirma pré-candidatura
Senador Jaques Wagner (PT-BA) detalha conversa com presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser alvo de operação da Polícia Federal. Investigação apura possível atuação em favor do Banco Master.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 18 de junho de 2026. Na conversa, o presidente teria manifestado apoio e confiança ao senador, que se tornou alvo de investigação da Polícia Federal (PF) no caso Master. A decisão de investigar Wagner, segundo a PF, baseia-se em mensagens que indicariam uma possível atuação parlamentar em benefício do Banco Master.
Em entrevista à Band, Jaques Wagner relatou que Lula se solidarizou e o encorajou a permanecer firme diante das acusações. "O presidente Lula ligou pra mim pra se solidarizar, dizer que mantém absoluta confiança. Temos uma relação de mais de 40 anos, portanto sabe meu jeito de agir. Se eu tivesse qualquer esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia. Ele só ligou para dizer: ‘Fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança'". A investigação da PF apura a articulação do senador em propostas como a ampliação do crédito consignado e a "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), suspeitando de vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outros benefícios que totalizariam ao menos R$ 3 milhões.
Apesar da investigação, o senador reafirmou sua intenção de continuar no cargo de líder do governo no Senado e manter sua pré-candidatura para as eleições de 2026, declarando: "Espero ser reeleito". A ação policial, ocorrida nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, apreendeu US$ 55 mil (aproximadamente R$ 285 mil) em espécie em endereços ligados a Wagner, como parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, o presidente Lula, diante da operação da PF envolvendo Jaques Wagner, já definiu sua postura. Auxiliares indicam que Lula defenderá que cabe ao senador se explicar e manterá o apoio às investigações. Um ministro confidenciou à coluna de Igor Gadelha que "o presidente não vai tirar o pé do acelerador, doa a quem doer". A avaliação no Palácio do Planalto é que, especialmente com a proximidade da campanha eleitoral, o governo não pode demonstrar hesitação em relação às investigações, para evitar que o caso Master seja explorado politicamente.
Aliados e ministros de Lula avaliam que Jaques Wagner poderá pedir para deixar a liderança do governo no Senado nos próximos dias, como forma de evitar um desgaste maior para o presidente e para si. Pessoas próximas a Lula também mencionam que, além do caso Master, a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF, atribuída a falhas de articulação de Wagner, contribuiu para o desgaste do senador.
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