APOIO PRESIDENCIAL GARANTIDO
Jaques Wagner acredita que Lula o manterá como líder do Governo no Senado
Senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de investigação da PF por suposto esquema bilionário envolvendo o Banco Master, expressa confiança na manutenção de seu cargo.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) demonstrou, nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, confiança na permanência de seu cargo como líder do Governo no Senado. A declaração surge em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura o envolvimento do congressista em um esquema bilionário de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Banco Master. A decisão sobre a liderança, segundo Wagner, cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem o senador afirmou ter conversado no mesmo dia. A conversa teria sido motivada pela solidariedade do presidente diante das investigações. Esta investigação é crucial pois pode impactar a estabilidade política e a governabilidade do governo federal, além de influenciar a percepção pública e a narrativa política em um ano eleitoral.
Wagner é um dos alvos da 9ª fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração judicial busca determinar se o senador recebeu vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso. Entre os benefícios sob escrutínio estão um apartamento localizado em Salvador e repasses financeiros na ordem de R$ 3,5 milhões. A íntegra da decisão judicial está disponível em formato PDF para consulta (256 kB).
As revelações da investigação geram apreensão entre congressistas da base aliada do PT. Há o temor de que as descobertas possam fragilizar a candidatura do presidente Lula à reeleição. Jaques Wagner, peça chave na articulação política, é pré-candidato à reeleição pela Bahia, estado considerado o maior reduto eleitoral do partido na região Nordeste. A situação também pode enfraquecer a narrativa petista que busca associar o surgimento do esquema do Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente após o vazamento de áudios do fundador do banco, Daniel Vorcaro, com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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