estratégia
Janja lidera agenda de impacto social e foca em mulheres
Mais de 30 compromissos em 6 meses dedicados à dignidade feminina e combate à violência.
Com um foco estratégico e o aval do governo, a primeira-dama Janja Lula da Silva intensificou, nos seis meses que antecederam as eleições, entre 4 de outubro de 2025 e 4 de abril de 2026, sua agenda de compromissos dedicados às pautas femininas. Essa prioridade, considerada crucial em ano eleitoral – onde as mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro – visa fortalecer políticas públicas de igualdade, combater a violência de gênero e reverberar diretamente na dignidade e bem-estar de milhões de cidadãs.
De um total de 124 compromissos públicos divulgados nesse período, Janja dedicou 31 explicitamente a causas femininas. Outros 22 focaram no meio ambiente e 19 em encontros com autoridades estrangeiras, demonstrando uma agenda ativa e diversificada, mas com a mulher no cerne de suas ações.
A estratégia de Janja ganha relevância num contexto em que a primeira-dama, que não possui cargo oficial, passou a divulgar sua agenda nas redes sociais a partir de 3 de fevereiro de 2025, após críticas sobre a falta de transparência. Mesmo sem função formal, ela atua como uma importante articuladora de políticas públicas, com o consentimento do presidente, conforme afirmou em entrevista à BBC em abril de 2024.
O engajamento da primeira-dama se manifesta na articulação do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatos indicam que sua sensibilidade em relação à violência de gênero tem influenciado diretamente o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2025, o presidente compartilhou publicamente a comoção de Janja diante do recorde de casos de feminicídio. “Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar. E hoje, no avião, ela pediu para mim: ‘Ô Lula, assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’” — relembrou o petista.
Esse apelo pessoal se traduziu em um compromisso público do presidente, que passou a cobrar de homens a responsabilidade na luta contra a violência de gênero e orientou seus ministros a se manifestarem sobre a questão, intensificando mobilizações e debates importantes para a sociedade.
Além das pautas femininas, o meio ambiente e o combate à fome também figuram como prioridades na agenda de Janja. Durante a COP30, conferência do clima organizada pela ONU em novembro de 2025 em Belém (PA), a primeira-dama foi designada enviada especial para temas relacionados às mulheres, assumindo um papel de destaque internacional. No combate à fome, ela compareceu a eventos importantes e se reuniu com o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), Qu Dongyu. Em março de 2026, Janja recebeu da FAO o título de Campeã da Igualdade Social, reconhecendo seu compromisso e designando-a com a missão de divulgar esforços científicos e ampliar a conscientização global pela erradicação da fome e da pobreza.
A atuação de Janja, que, em 2026, incluiu 13 dias de viagens internacionais, como os oito dias na Ásia entre 17 e 25 de fevereiro para o Fórum Empresarial Brasil-Coreia, mostra uma primeira-dama com uma agenda robusta e paralela à do presidente, moldando um papel diferente do tradicional. O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, descreveu-a como uma “liderança”, embora tenha ressaltado que ela não participará da coordenação da campanha de reeleição de Lula, destacando seu perfil autônomo e engajado.
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Comentários (1)
Alexandre
há 3 mesesEssa quenga não tem postura para engajar política nenhuma!
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