CRISE CLIMÁTICA NA EUROPA

Incêndios florestais avançam e ameaçam a região de Bordeaux, na França

Vista aérea de área florestal atingida por incêndios em Bordeaux, França.
Bombeiros combatem incêndios florestais próximos a Bordeaux, França.

Equipes de emergência combatem o avanço das chamas enquanto centenas de milhares de pessoas são forçadas a deixar suas residências.

Grandes incêndios florestais ameaçam a segurança e o patrimônio de Bordeaux, na França, forçando uma mobilização massiva de equipes de combate ao fogo. O esforço operacional, que atravessou a madrugada, manteve-se intenso na manhã de segunda-feira (27), em um cenário onde o avanço das chamas coloca em risco a estabilidade da região e o bem-estar de milhares de cidadãos.

A gravidade da situação reflete o impacto direto da onda de calor extrema que castiga o continente europeu. Na França, o saldo da crise é de 220 mil pessoas evacuadas de suas casas, muitas delas destinadas a áreas de veraneio. O cenário é replicado na vizinha Espanha, onde autoridades relataram que 75 mil moradores precisaram abandonar seus lares, enquanto outros 30 mil receberam ordens de confinamento preventivo durante o fim de semana.

Jérôme Steffe, prefeito de Cestas, descreveu o fenômeno como uma catástrofe sem precedentes. Situado nas cercanias de Bordeaux, o município é um dos epicentros da retirada de civis. Os focos, que surgiram na costa do Atlântico durante a semana passada, encontram-se agora a 15 quilômetros dos acessos principais da área metropolitana, gerando um ambiente de incerteza para as famílias da região.

A preocupação das autoridades é agravada pela previsão meteorológica, que indica temperaturas atingindo 37°C no fim desta semana. "É uma corrida contra o tempo antes que a onda de calor retorne", pontuou Steffe. Diante da urgência, o governo do presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião ministerial para esta segunda-feira (27), com o objetivo de avaliar medidas de contenção.

Dados do Reuters Climate Monitor corroboram a dimensão anormal do evento: a temperatura média máxima na Aquitânia atingiu 32,2°C neste mês de julho, superando em 7,3°C a média histórica registrada entre 1961 e 1990. A situação permanece em estado de alerta máximo, enquanto as equipes de resgate trabalham para evitar que o fogo atinja áreas urbanas densas.

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