TRANSPARÊNCIA E ATUAÇÃO

Janja descarta necessidade de cargo formal para justificar sua atuação no governo

Janja participa de evento oficial no Palácio do Planalto.
Janja durante cerimônia de lançamento de campanha educativa do governo federal sobre reciclagem em 29 de maio de 2026. Reprodução/Instagram @janjalula.

Primeira-dama afirma que regulamentação interna e divulgação de agenda pública suprem demandas. Ela rebate críticas sobre custos e viagens internacionais.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, avaliou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que a ocupação de um cargo formal no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é a solução necessária para legitimar o trabalho que desempenha junto à administração federal.

Em entrevista ao programa Frente a Frente, uma parceria entre o UOL e a Folha de S.Paulo, a primeira-dama defendeu que a regulamentação interna de suas atividades, implementada para conferir maior transparência, é o mecanismo adequado para o exercício de sua função. Rosângela Lula da Silva reforçou que sua rotina no Palácio do Planalto, que envolve reuniões e articulações ministeriais, é acompanhada pela divulgação constante de sua agenda pública.

Modelo de atuação e transparência

Ao questionar a necessidade de um posto oficial, a primeira-dama destacou que o diferencial de sua gestão reside na prática cotidiana. “A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente. Eu vou quase todo dia para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo, trabalho”, afirmou durante a entrevista nesta segunda-feira, 13/07/2026.

Desde 2025, a presença de Rosângela Lula da Silva no Palácio do Planalto conta com suporte normativo. Em agosto daquele ano, o decreto nº 12.604, assinado pelo presidente e chancelado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, oficializou o apoio do Gabinete Pessoal da Presidência da República às atividades de interesse público realizadas pelo cônjuge.

Rebatendo críticas

A primeira-dama refutou críticas recorrentes acerca de gastos com viagens internacionais. Segundo ela, os ataques muitas vezes ignoram protocolos de segurança da Polícia Federal e a composição das comitivas. “É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República”, declarou.

Atualmente, Rosângela Lula da Silva concentra seu trabalho em pautas como o combate à fome, o Programa de Dignidade Menstrual e direitos das mulheres. Recentemente, a primeira-dama foi nomeada embaixadora da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para o enfrentamento da insegurança alimentar.

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