ANIMAL SILVESTRE EM CASA
Jaguatirica resgatada em residência é devolvida à natureza em Junqueirópolis, SP
Felino resgatado sem ferimentos foi solto em parque estadual na quinta-feira, 18/06/2026. A espécie, apesar de não estar ameaçada, sofre com destruição de habitat.
Uma jaguatirica, espécime da espécie Leopardus pardalis, foi resgatada e devolvida à natureza nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, em Junqueirópolis, no interior de São Paulo. A decisão de soltar o animal ocorreu após a polícia ambiental constatar que o felino não apresentava ferimentos e estava em boas condições sanitárias.
O resgate e a posterior soltura do animal à natureza ressaltam a importância da preservação e do respeito à vida selvagem. Ao retornar para seu habitat natural, a jaguatirica contribui para o equilíbrio ecológico das áreas onde vive. Essa ação demonstra um compromisso com a fauna brasileira, garantindo que animais silvestres, mesmo quando se aproximam de centros urbanos, recebam os cuidados necessários antes de serem reintegrados ao seu ambiente.

A jaguatirica, comumente encontrada em diversos biomas brasileiros, como a Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, possui uma expectativa de vida de até 15 anos. Embora não esteja atualmente listada como ameaçada de extinção, a espécie historicamente sofreu com a caça predatória, estimada em mais de 565 mil indivíduos capturados entre 1968 e 1985. Atualmente, a destruição e fragmentação de seu habitat representam os principais desafios para a sua conservação, impactando diretamente a viabilidade das populações.
Este felino de médio porte, que pode pesar entre 7 e 16 kg e medir até 101,5 cm de comprimento corporal (excluindo a cauda), é conhecido por sua pelagem amarelada com manchas negras em formato de rosetas. Considerado solitário, exceto na época de reprodução, o animal atinge a maturidade sexual entre 18 e 22 meses. A gestação dura cerca de 70 dias, resultando em até dois filhotes por ninhada.
A distribuição geográfica da jaguatirica no Brasil abrange todo o território, com a notável exceção dos Pampas, no Rio Grande do Sul. Sua presença se estende também por partes do sudoeste do Texas, oeste do México, até o norte da Argentina e noroeste do Uruguai, evidenciando sua importância ecológica em diferentes ecossistemas.
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