ESCALADA NO ORIENTE MÉDIO
Israel e Irã encerram dois meses de trégua e retomam confrontos militares
Após ofensiva israelense e resposta iraniana, região volta a viver clima de tensão e incerteza sobre um conflito em larga escala. Forças de Israel confirmam ataque a unidade petroquímica.
Nesta segunda-feira, 08/06/2026, Israel e Irã romperam um período de dois meses de trégua e voltaram a trocar fogo. A decisão reaviva os temores de uma escalada militar na região do Oriente Médio, ameaçando arrastar o cenário para um conflito de maiores proporções.
As forças israelenses relataram que o Irã disparou duas ondas de mísseis, configurando uma resposta direta a uma ofensiva israelense que atingiu alvos militares no centro e oeste do território iraniano. A ação do Irã ocorreu um dia após Israel bombardear a capital Beirute.
Em retaliação, Israel bombardeou cidades importantes do Irã, incluindo Teerã, Isfahan, Karaj e Tabriz. Como medida de segurança e em resposta à escalada, o Irã fechou o espaço aéreo em torno do Aeroporto Internacional Imã Khomeini, o principal terminal aéreo do país.
A Guarda Revolucionária do Irã informou que Israel utilizou mísseis balísticos lançados do ar, mas não detalhou os alvos específicos atacados. As agências de notícias Fars e Mehr, semioficiais, reportaram que uma fábrica petroquímica na cidade de Mahshahr, província de Khuzestan, foi atingida pelos bombardeios. As Forças de Israel confirmaram a destruição da unidade.
A tensão se estendeu a outros países da região. Sirenes de alerta soaram em Israel, após a detecção de um míssil disparado do Iêmen, território controlado pelos rebeldes houthis aliados ao Irã. O artefato, contudo, não causou danos.
Na Arábia Saudita, alertas de mísseis foram ouvidos perto de uma base aérea que serve de ponto de apoio para forças dos Estados Unidos, na Província de Al Kharj. O governo saudita, no entanto, comunicou posteriormente que a região não sofreu danos.
A decisão de Israel e Irã de retomar as hostilidades ignora os apelos por contenção, como os feitos por Donald Trump, que pediu o fim imediato da troca de tiros. A situação exige cautela e monitoramento constante devido ao risco iminente de desestabilização regional.
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