LOGÍSTICA DE SEGURANÇA
Trump deixou a Turquia em operação secreta sob risco de ataque iraniano
Para neutralizar ameaças do Irã, funcionários da Casa Branca utilizaram um despiste que envolveu a troca sigilosa de aeronaves durante cúpula da Otan.
Uma operação de segurança de alta complexidade foi montada para retirar o presidente Donald Trump da Turquia durante a cúpula da Otan, realizada no mês passado. A manobra, que envolveu o uso de um carrinho de serviço de bordo para transportar o chefe do Executivo até uma terceira aeronave, foi desencadeada por uma ameaça concreta do Irã contra a integridade do líder dos Estados Unidos e do Air Force One.
A decisão pelo procedimento sigiloso foi confirmada por um alto funcionário dos Estados Unidos na segunda-feira (10). O plano foi arquitetado diante do entendimento das autoridades de que o risco era direcionado diretamente a Trump, independentemente da aeronave em que ele estivesse, o que exigiu medidas extraordinárias de proteção.
O estratagema contou com uma estratégia de despiste para confundir potenciais agressores e a própria imprensa. Enquanto Trump teria viajado originalmente a bordo de um 747-8 doado pelo Catar, o governo optou por utilizar uma aeronave mais antiga como isca. A cena foi encenada no aeroporto de Ancara, com o presidente embarcando no avião que seria monitorado, enquanto, na realidade, era retirado do local por um veículo de serviço acoplado à aeronave.
Após a retirada discreta, Trump foi conduzido por terra até um C-32A, variante militar do Boeing 757, no qual seguiu viagem em segredo para uma base militar dos Estados Unidos no Reino Unido. Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, reforçou que o uso de distrações faz parte das ferramentas à disposição para enfrentar as ameaças constantes contra o presidente.
Embora a Casa Branca mantenha o silêncio sobre detalhes operacionais adicionais, o Departamento de Defesa não comentou o caso. A manobra evidencia a tensão nos protocolos de segurança presidencial e as dificuldades enfrentadas pelas autoridades para garantir a integridade dos líderes mundiais diante de alvos de inteligência estrangeira.
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