ATIVISTAS DEPORTADOS

Israel deporta Thiago Ávila e ativista palestino

Israel deporta Thiago Ávila e ativista palestino

Autoridades israelenses encerram detenção e geram condenação internacional por missão humanitária à Faixa de Gaza.

Autoridades israelenses deportaram neste domingo, 10 de maio de 2026, o ativista brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, encerrando uma detenção que gerou forte condenação internacional. A decisão do Ministério das Relações Exteriores de Israel, que os acusou de violar o bloqueio à Faixa de Gaza, levanta preocupações sobre a liberdade de ativismo humanitário e destaca o impacto direto na dignidade dos indivíduos envolvidos.

A confirmação da deportação veio de uma publicação do Ministério das Relações Exteriores israelense no X, onde declarou que "Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje de Israel". O comunicado enfatizou que as investigações sobre os dois ativistas foram concluídas e que o governo "não permitirá nenhuma violação" do bloqueio imposto a Gaza.

Ávila e outros três brasileiros integravam a flotilha que partiu com o objetivo de entregar ajuda humanitária urgente à Faixa de Gaza. O grupo, composto por 175 pessoas de diversas nacionalidades, foi interceptado em águas internacionais por forças israelenses no final de abril, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia, conforme informações de Tel Aviv.

Além de Thiago Ávila, os outros brasileiros detidos por Israel foram Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. Todos faziam parte da missão da Global Sumud Flotilla, que havia zarpado de Catânia, na Itália, em 26 de abril, com destino ao território palestino sob bloqueio.

Entre os brasileiros, Amanda Marzall, também conhecida como Mandi Coelho, é militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo. Leandro Lanfredi atua como petroleiro da Transpetro e diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros. Thainara Rogério, por sua vez, possui dupla nacionalidade brasileira e espanhola e viajava em um barco que transportava uma delegação catalã.

No início de maio, grande parte dos ativistas de múltiplas nacionalidades foi libertada na Grécia. Contudo, Abu Keshek e Thiago Ávila permaneceram sob custódia, prolongando uma situação de incerteza e angústia para suas famílias e apoiadores.

A detenção recente não foi a primeira experiência de Thiago Ávila com as autoridades israelenses. O ativista brasiliense já havia sido preso em duas outras missões humanitárias semelhantes. Em uma das ocasiões anteriores, familiares denunciaram publicamente maus-tratos, afirmando que Ávila recebeu ameaças e foi mantido em regime de solitária. Na atual missão, ele integrava o comitê diretor internacional da flotilha, conforme informado pela própria organização, destacando seu papel de liderança.

Antes da concretização da deportação, a Organização das Nações Unidas (ONU) havia se manifestado na quarta, 6 de maio de 2026, solicitando a libertação imediata de Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, sublinhando a preocupação internacional com a situação dos ativistas.

A gravidade do caso também mobilizou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que criticou a decisão judicial israelense na terça, 5 de maio de 2026. "Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha 'Global Sumud', é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos", escreveu o presidente, em uma clara demonstração de desaprovação diplomática.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário