IRÃ ALERTA EUA

Irã adverte Estados Unidos sobre retomada de conflito e reitera direitos

Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, em reunião.
Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf

Presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em reunião com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em Teerã, enfatiza que Teerã não cederá em seus direitos e prevê consequências severas para Washington em caso de nova escalada.

O presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste sábado, 23/05/2026, que o Irã não abrirá mão de seus direitos e advertiu os Estados Unidos sobre as consequências de uma eventual retomada da guerra. A declaração foi feita durante encontro com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em Teerã, em meio aos esforços diplomáticos para evitar uma nova escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo a imprensa internacional, Ghalibaf indicou que as Forças Armadas iranianas reconstruíram suas capacidades militares durante o cessar-fogo atualmente em vigor. O parlamentar também disse à televisão estatal iraniana que, caso Washington decida “reiniciar a guerra de forma imprudente”, enfrentará consequências “mais devastadoras e amargas”. A visita de Munir ocorre em um momento delicado das negociações, com o Paquistão desempenhando um papel central como intermediário entre Teerã e Washington desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois governos e facilitando encontros diplomáticos.

Na sexta-feira, 22/05/2026, o comandante paquistanês também se reuniu com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os esforços diplomáticos ganharam urgência após os Estados Unidos rejeitarem, na última semana, uma proposta iraniana para encerrar o conflito. De acordo com o site Axios, o plano foi entregue por meio da mediação paquistanesa, mas a Casa Branca considerou as condições apresentadas por Teerã insuficientes para um acordo definitivo.

Em seguida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar os ataques contra o território iraniano caso as negociações fracassem e o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Em resposta às pressões norte-americanas, Teerã iniciou uma campanha para ampliar a mobilização da população e reforçar suas capacidades de defesa, elevando o tom das declarações oficiais sobre uma possível retomada dos confrontos.

A guerra mudou o equilíbrio regional. A operação resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de integrantes da alta cúpula do regime, provocando uma crise política e de sucessão em Teerã. Washington e Tel Aviv afirmam que os ataques tiveram como objetivo conter o programa nuclear iraniano e reduzir a capacidade de produção e lançamento de mísseis. O governo iraniano, por sua vez, nega buscar armas nucleares e sustenta que responderá a qualquer agressão militar.

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