PREÇOS DO CONSUMIDOR EM MAIO

IPCA desacelera em maio, mas alta de alimentos pressiona o bolso do consumidor

Gráfico mostrando a variação do IPCA em maio.
Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês. Grupo de Alimentação e Bebidas liderou os aumentos, com destaque para batata-inglesa e tomate.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio. A decisão, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, representa uma desaceleração em relação a abril, quando os preços avançaram 0,67%. Apesar da desaceleração, o aumento persistente nos preços dos alimentos impacta diretamente a dignidade e o orçamento das famílias brasileiras, que já enfrentam dificuldades.

O grupo de Alimentação e Bebidas, responsável por 0,29 ponto percentual do IPCA, registrou uma alta de 1,33%. Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros. Itens essenciais como a batata-inglesa (+44,69%), tomate (+20,62%) e cebola (+16,80%) tiveram aumentos expressivos, tornando o acesso a uma dieta equilibrada um desafio ainda maior para muitos.

Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a elevação nos preços desses itens se deve a fatores como menor oferta e ao aumento do valor do frete, influenciado pela alta dos combustíveis. Esse cenário reflete como choques externos e logísticos podem minar a capacidade de compra do cidadão comum.

Em contrapartida, alguns produtos tiveram redução em seus preços, como o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%), oferecendo um pequeno alívio momentâneo em meio à escalada de outros itens básicos. Comer fora de casa também pesou no bolso, com alta de 0,49%.

A Habitação foi o segundo grupo com maior impacto na inflação, com alta de 1,22%, impulsionada principalmente pelo aumento de 3,67% na conta de energia elétrica residencial. Esse reajuste, associado à bandeira tarifária amarela vigente em maio, elevou despesas essenciais para os lares.

O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com destaque para artigos de higiene pessoal (+1,95%) e perfumes (+4,42%). Os planos de saúde também registraram reajuste médio de 0,50%, somando-se às pressões no orçamento familiar.

Juntos, os grupos de Alimentação e Bebidas, Habitação e Saúde e cuidados pessoais concentraram a maior parte da alta dos preços em maio, evidenciando os desafios contínuos para a manutenção da qualidade de vida e da segurança financeira da população.

A decisão sobre os índices de inflação é acompanhada de perto, pois afeta diretamente o poder de compra, os salários e as políticas econômicas do país. Os dados do IPCA de maio confirmam a necessidade de atenção contínua aos fatores que elevam o custo de vida, especialmente para os mais vulneráveis.

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