ELEITORADO OPINA SOBRE CASO

Investigação de Jaques Wagner prejudica candidatura de Lula para 61,2%, aponta pesquisa AtlasIntel/Bloomberg

Gráfico de pesquisa mostrando a porcentagem de eleitores que acreditam que a investigação de Jaques Wagner prejudica a candidatura de Lula.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra percepção do eleitorado sobre desdobramento recente envolvendo o caso Master.

Levantamento aponta que a maioria dos que acompanharam as investigações sobre o senador e o Banco Master acredita que o escândalo afeta o presidente. Pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho.

A investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master impacta negativamente a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição para 61,2% dos eleitores. Essa percepção foi revelada pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira, 02/07/2026.

Entre os 93,9% dos entrevistados que acompanharam de perto ou ouviram falar sobre as apurações, a maioria considera que o caso pode, em alguma medida, prejudicar o desempenho eleitoral do petista. Outros 36,3% acreditam que as investigações não devem afetar o desempenho de Lula, enquanto 2,4% não souberam responder.

O levantamento nacional ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04582/2026 e teve custo de R$ 75.000, com recursos próprios.

O estudo também destacou que apenas 6,1% dos entrevistados desconhecem as investigações que miram o senador. Em 18 de junho, Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude bancária, corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao Banco Master. O senador deixou o cargo de líder do Governo no Senado em 24 de junho, fato que não foi considerado no questionário da pesquisa.

Em relação à imagem do governo Lula, a investigação também gera repercussão. Para 39,6% dos ouvidos, o caso ‘piora muito’ a percepção sobre a gestão petista, e outros 17,5% avaliam que ‘piora um pouco’. Somados, esses percentuais indicam um forte impacto negativo na aprovação do Executivo.

Por outro lado, 36,2% dos entrevistados afirmam que o episódio não altera suas avaliações do governo, e 2,2% não souberam opinar. Uma parcela minoritária, 2,4%, considera que o caso ‘melhora muito’ a imagem da administração federal, enquanto 2,0% indicam uma melhora ‘um pouco’.

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