TRAGÉDIA NO ABC

Investigação apura triplo homicídio em unidade da Bombril em São Bernardo do Campo

Fachada da unidade da Bombril em São Bernardo do Campo.
Três funcionários terceirizados foram mortos a facadas dentro da fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo.

Três funcionários terceirizados foram mortos durante o turno de trabalho; autor do crime morreu na carceragem da Polícia Civil

Três funcionários terceirizados foram mortos a facadas dentro da fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A decisão de investigar o caso como triplo homicídio foi tomada pelas autoridades logo após a ação, que ocorreu na manhã de sábado (1º), motivada por um ataque interno que chocou a unidade e os familiares das vítimas.

O ataque aconteceu por volta das 5h50 na unidade situada na Avenida Marginal Direita Anchieta, no bairro Rudge Ramos. Segundo a Polícia Militar, as vítimas, identificadas como José Guilherme Victoriano de Moura, Edvaldo Santos da Silva e Douglas de Souza Vieira, foram atacadas por Claudio Henrique da Silva, um colega de trabalho terceirizado que não estava em seu turno de escala.

A violência do episódio deixou um rastro de luto e incerteza. José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, deixaram famílias que agora buscam respostas. O velório de dois deles está marcado para este domingo (2), no Cemitério Municipal do Carminha, enquanto as despedidas de Edvaldo ocorrem no Cemitério Jardim da Colina.

Após ser contido por pessoas no local e preso, o agressor foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Horas depois, contudo, ele morreu na carceragem. A Secretaria da Segurança Pública trata o óbito do autor como suicídio, evento que está sendo rigorosamente apurado pela Corregedoria da Polícia Civil.

A motivação do crime permanece sob investigação da DEIC de São Bernardo do Campo. Embora relatos iniciais de testemunhas apontem para um possível histórico de bullying envolvendo o agressor e duas das vítimas, a Bombril afirmou que não havia registros prévios desse tipo de conduta em seus canais de denúncia. A empresa TPC, empregadora dos envolvidos, também colabora com as autoridades para elucidar as circunstâncias da tragédia.

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