VIOLÊNCIA POLICIAL INVESTIGADA

Investigação apura agressões contra advogado em Ribeirão Preto

Rosto do advogado com escoriações após incidente com a Polícia Militar.
Registros mostram as lesões sofridas pelo advogado após abordagem policial em Ribeirão Preto.

A Polícia Civil e a Polícia Militar instauraram inquéritos para apurar o uso da força contra um advogado e seu filho em Ribeirão Preto (SP). O conflito teria sido motivado pela recusa de policiais em aceitar a carteira digital da OAB.

A Polícia Civil e a Polícia Militar instauraram, em 11/07/2026, inquéritos distintos para investigar a conduta de agentes do 3º Batalhão de Caçadores durante uma abordagem realizada em 09/07/2026, em Ribeirão Preto (SP). A apuração busca esclarecer as circunstâncias que levaram às lesões sofridas pelo advogado Marco Antônio de Souza e seu filho, durante um atendimento profissional em uma ocorrência policial.

O episódio levanta questionamentos sobre o respeito às prerrogativas da advocacia e o uso da força por parte da PM. O advogado, de 46 anos, alega ter sido agredido por cerca de oito policiais militares após apresentar sua carteira digital da OAB, documento que o agente teria rejeitado sob a alegação de ser gerado por IA (Inteligência Artificial). Imagens compartilhadas pelo profissional com a CNN Brasil exibem ferimentos graves no rosto e escoriações pelo corpo, consequências que impactam diretamente a dignidade do exercício da profissão e a integridade física dos envolvidos.

Enquanto a vítima sustenta ter sido alvo de violência gratuita após questionar a conduta dos militares, a versão registrada pelos policiais no boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária aponta desacato e resistência. Os agentes afirmam que o advogado teria proferido ofensas e que os ferimentos resultaram de uma queda ao solo durante a contenção. A Polícia Militar do Estado de São Paulo sustenta, em nota, que a força empregada foi proporcional e necessária.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo e a Subseção de Ribeirão Preto repudiaram a atuação da Polícia Militar. A entidade reforçou que o documento digital possui plena validade jurídica. Os processos administrativos e criminais seguem em curso, aguardando a análise das provas periciais e de depoimentos para definir responsabilidades sobre o caso.

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