INOVAÇÃO NA SAÚDE
INPI patenteia lente da UFRN para infecções oculares
Tecnologia liberará fármacos por 24 horas, reduzindo aplicações e prevenindo a cegueira. Patente é a sétima da universidade em 2026.
Uma inovadora lente de contato terapêutica, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), recebeu a concessão de patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em abril deste ano. Este avanço, noticiado nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, representa um divisor de águas no combate a infecções oculares, prometendo maior eficácia e um futuro com menos casos de cegueira, ao garantir que o medicamento chegue diretamente onde é mais necessário.
A grande inovação dessa lente reside em sua capacidade de incorporar fármacos e liberá-los de forma controlada diretamente na superfície do olho. Diferente dos colírios, que oferecem uma ação transitória e são rapidamente eliminados, este dispositivo mantém o medicamento ativo por até 24 horas. Essa característica não apenas aumenta drasticamente a eficácia do tratamento, mas também alivia o fardo dos pacientes, que não precisarão mais de aplicações frequentes, recuperando um pouco de sua autonomia e conforto no dia a dia.
Entre os ativos já testados com sucesso está a Anfotericina B, um potente antifúngico. Seu uso na lente é crucial para combater infecções graves como a ceratite fúngica, uma condição que, se não tratada adequadamente, tem o poder de roubar a visão permanentemente. A perspectiva de prevenir a cegueira com um tratamento mais acessível e eficiente oferece uma esperança real para inúmeras pessoas afetadas por essas doenças debilitantes.
Os pesquisadores destacam que, além da eficácia superior, o dispositivo promete melhorar significativamente a adesão ao tratamento, um desafio comum na saúde ocular. Pacientes enfrentarão menos desconforto, já que a lente diminui efeitos adversos como a irritação ocular. Embora a tecnologia ainda esteja em fase laboratorial, ela avança para as próximas etapas de validação, que incluem rigorosos testes de segurança e eficácia, preparando-a para o futuro uso em humanos.
A patente concedida em abril de 2026, embora depositada em 2020, é a sétima obtida pela UFRN somente neste ano, demonstrando o vigor de sua pesquisa. Com um impressionante total de 111 cartas-patente, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte se estabelece como líder em concessões entre as instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, conforme dados do INPI. Este reconhecimento valida o empenho da UFRN em gerar conhecimento que transforma vidas e impulsiona a inovação nacional.
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