MEIO AMBIENTE BRASIL

Inpe revela queda de incêndios em abril, mas alerta anual persiste

Infográfico mostrando a distribuição de focos de incêndio no Brasil em abril de 2026
Focos de incêndio no Brasil em abril de 2026: Bahia lidera (Imagem: Poder360)

País registra 2.035 ocorrências, com Bahia liderando. Acumulado de 2026 já supera o ano anterior em 16,6%.

O Brasil registrou uma redução nos focos de incêndio em abril de 2026, com 2.035 ocorrências, o que representa uma queda de 13,7% em relação ao mesmo período de 2025. A informação, divulgada nesta segunda-feira, 04/05/2026, pelo sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), traz um alento para o cenário ambiental, mas a preocupação persiste diante do acumulado anual, que aponta para um aumento significativo.

Essa redução mensal, embora positiva, não anula o drama vivido por comunidades e pela natureza em outras épocas do ano. As chamas não são apenas números; elas destroem lares, comprometem a qualidade do ar, ameaçam a biodiversidade e afetam diretamente a dignidade de quem depende da terra para viver. A perda de fauna e flora é irreparável, e o ciclo de secas e incêndios impacta a saúde pública e a economia local.

A Bahia foi o Estado mais atingido em abril de 2026, registrando 417 focos de incêndio. Na sequência, aparecem Roraima, com 257, Minas Gerais, com 208, e Mato Grosso, com 191 ocorrências. No fim da lista, Rio Grande do Norte registrou 6 focos, Paraíba, 3, e Acre, apenas 2. Os Estados do Amapá e Rondônia não tiveram registros de queimadas no 4º mês de 2026.

Biomas sob pressão

Todos os BIOMAS brasileiros registraram focos de incêndio no período. O Cerrado concentra a maior parcela das queimadas, com 788 registros, evidenciando a vulnerabilidade desse ecossistema crucial.

Apesar da diminuição em abril, o acumulado dos quatro primeiros meses de 2026 mostra um cenário mais desafiador. O Brasil teve 10.442 focos de incêndio, uma alta de 16,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o país registrou 8.954 ocorrências do tipo. Este contraste ressalta a necessidade contínua de vigilância e ações preventivas.

Histórico e Prevenção

O ano de 2025 encerrou com uma redução de cerca de 50% no número de focos de incêndio em comparação a 2024. Segundo Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo, “há uma redução dos incêndios nos anos seguintes aos anos que queimam muito”. Ela explica que “aquela pessoa que perdeu muita coisa, porque o fogo saiu do controle, vai ficar com mais receio de queimar no ano seguinte”, indicando um comportamento preventivo entre os afetados.

O ano de 2024 foi marcante por registrar o maior número de focos de queimadas desde 2010. Em resposta a essa realidade, a Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo entrou em vigor em julho de 2024, estabelecendo ações coordenadas de prevenção, preparação e controle de incêndios a serem adotadas pelo governo federal, Estados e municípios. Tais medidas são cruciais para proteger a biodiversidade e as comunidades afetadas por esses eventos devastadores.


Opções de Capa

Abaixo, três sugestões de elementos de capa para a notícia, com variação de foco e apelo:


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