BAIXA RENDA EM ALERTA

Inflação da baixa renda sobe 0,65% em maio, superando índice oficial

Prateleiras de supermercado com diversos alimentos embalados.
Setor de alimentos e bebidas

INPC avança acima do IPCA e impacta o bolso das famílias com até 5 salários mínimos. Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12/06/2026) mostram pressão em alimentos e energia.

A inflação que afeta diretamente as famílias de baixa renda apresentou uma alta de 0,65% em maio, superando o índice oficial do país. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede essa variação para famílias com renda de 1 a 5 salários-mínimos, registrou um avanço superior ao do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que ficou em 0,58%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), evidenciando um impacto mais forte no poder de compra da população mais vulnerável.

O acumulado em 2026 para o INPC já atinge 3,36%, e a taxa em 12 meses chegou a 4,42%, um aumento em relação aos 4,11% registrados até abril. Essa escalada inflacionária preocupa, pois o INPC serve como um termômetro crucial em negociações salariais e na atualização de benefícios essenciais, como aposentadorias e pensões, que sustentam milhões de brasileiros.

Setor de alimentos e bebidas
Alimentos continuam a ser um dos principais vetores da inflação para a baixa renda.

Os alimentos, um dos itens de maior peso no orçamento das famílias de menor renda, continuaram a pressionar o índice, com uma alta de 1,33% em maio, levemente abaixo dos 1,37% de abril. Em contrapartida, produtos não alimentícios apresentaram uma desaceleração, passando de 0,63% para 0,43% no mesmo período. Essa dinâmica reforça a necessidade de atenção aos custos básicos de subsistência.

A pesquisa do IBGE revelou variações significativas entre as regiões. Campo Grande registrou a maior inflação mensal, com 1,49%, impulsionada principalmente pelos aumentos expressivos na energia elétrica residencial (13,30%) e nas carnes (2,61%). Aracaju (1,38%) e Recife (1,10%) também apresentaram taxas acima da média nacional, refletindo pressões locais.

Em contraste, Vitória apresentou a menor taxa de inflação em maio, com 0,34%, influenciada pela queda nos preços de camisas e camisetas masculinas (-3,28%) e de automóveis usados (-2,04%). Curitiba registrou 0,35% e Belo Horizonte, 0,52%. Na maior região econômica do país, São Paulo, a inflação foi de 0,62%.

O levantamento do IBGE abrange 16 áreas do país, coletando preços entre 1º e 29 de maio de 2026 e comparando-os com os de 1º a 30 de abril. As 10 regiões metropolitanas e os municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília compõem a base dessa análise fundamental para o acompanhamento econômico do Brasil.

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