PESO DA INDÚSTRIA
Indústria reforça seu peso central na economia do País, aponta CNI
Setor responde por 23,4% do PIB brasileiro, 11,8 milhões de empregos formais e 67,7% das exportações de bens e serviços.
A indústria brasileira reafirmou sua posição central na economia do País nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A decisão de destacar esses números veio em celebração ao Dia da Indústria, ressaltando o impacto vital do setor na produção, inovação e arrecadação tributária nacional. O setor é responsável por 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e pela geração de 11,8 milhões de empregos formais, números que evidenciam sua importância para a dignidade e o sustento de milhões de famílias brasileiras.
Os dados da CNI revelam que a atividade industrial concentra 20,6% dos empregos formais do país. Além disso, o setor é o principal motor das exportações, respondendo por 67,7% dos embarques brasileiros de bens e serviços. No campo da inovação, a indústria lidera com 66,8% dos investimentos empresariais em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Sua relevância econômica se estende à arrecadação, com 35,2% dos tributos federais e 25,1% dos recursos previdenciários originados desta atividade.

Ricardo Alban, presidente da CNI, enfatizou a indispensabilidade do setor: "Não existe país forte nem economia forte sem uma indústria forte. O setor industrial se mostra imprescindível para o país superar obstáculos e buscar o caminho do crescimento." Sua declaração sublinha como a força industrial está intrinsecamente ligada à soberania e ao progresso do Brasil.
A influência econômica da indústria é ainda mais clara ao se considerar o efeito multiplicador: cada R$ 1 produzido pelo setor gera R$ 2,44 adicionais para a economia brasileira. Este dinamismo também se reflete nos salários. Profissionais com ensino superior completo na indústria recebem, em média, R$ 8.746, superando a média nacional de R$ 6.639. Para aqueles com ensino médio completo, a remuneração média industrial é de R$ 2.933, acima dos R$ 2.499 pagos em outros segmentos. Esses números demonstram o compromisso do setor com a remuneração justa e a valorização do trabalhador.
"A indústria manufatureira é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Temos feito muitos esforços na qualificação de mão de obra, tecnologia, inovação e sustentabilidade no setor industrial", acrescentou Alban, destacando os pilares de desenvolvimento do setor.
Para aproximar o público da realidade industrial, a CNI preparou uma série de ações. A assistente virtual Alexa, da Amazon, passou a oferecer conteúdos informativos sobre a indústria brasileira aos seus usuários. Uma página especial na Agência de Notícias da Indústria apresenta uma linha do tempo sobre a evolução do setor e vídeos inspiradores sobre profissionais ligados à atividade.
Outra iniciativa inovadora é a plataforma interativa "Tem Indústria Aí". Utilizando inteligência artificial, a ferramenta permite que usuários apontem a câmera de seus dispositivos para produtos do cotidiano e descubram detalhes sobre suas cadeias produtivas, materiais, tecnologias e processos industriais. Patrícia Gresta, superintendente de Projetos Digitais da CNI, explicou que o objetivo é "despertar o espírito de valorização da indústria nacional e mostrar a realidade presente de ponta a ponta da nossa rotina, sempre com muita tecnologia, brasilidade e inovação."
As celebrações se estendem pela semana. O SESI Lab, em Brasília, programou um evento especial para o próximo sábado, 30 de maio, com entrada gratuita e oficinas de fabricação digital. A programação incluirá demonstrações de corte a laser e produção de objetos personalizados, permitindo aos visitantes vivenciar etapas do desenvolvimento industrial, do design à produção final.
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