FALHA NA ASSISTÊNCIA

Iges-DF investiga morte de paciente que aguardava atendimento no HBDF

Fachada do Hospital de Base do Distrito Federal
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) é o foco da apuração após a morte de um paciente na área externa da unidade.

Homem de 46 anos, pai de uma criança de 6 anos, faleceu na área externa da unidade hospitalar em 12 de julho de 2026.

O falecimento de Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, enquanto aguardava atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta segunda-feira, 13/07/2026, gerou questionamentos sobre a eficiência do sistema de saúde local. A decisão de instaurar um procedimento administrativo foi tomada pela direção do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) para apurar as circunstâncias que levaram o paciente ao óbito no domingo, 12/07/2026.

Rodrigo, carinhosamente conhecido como "Digão" pelos amigos e vizinhos em Taguatinga Norte, era um homem dedicado à família. Sua partida prematura deixa um filho de apenas 6 anos e uma mãe idosa, de quem era o principal cuidador. A perda não representa apenas uma estatística hospitalar, mas o desamparo de uma criança que perdeu seu porto seguro e de uma família que agora busca respostas sobre a dignidade do atendimento prestado.

Familiares, como o sobrinho Vitor Costa Prado, relatam a dor profunda e a indignação diante do ocorrido. O caso reacende o debate sobre a sobrecarga das equipes médicas e a precariedade estrutural das unidades públicas de saúde. O desabafo de parentes nas redes sociais reflete a frustração de uma sociedade que clama por atendimento humanizado e celeridade nos protocolos de emergência.

Em posicionamento oficial, o Iges-DF informou que, embora Rodrigo tenha buscado atendimento na recepção e passado mal na área externa, a equipe multiprofissional teria prestado a assistência dentro dos protocolos técnicos de emergência. O órgão declarou que o paciente foi levado à sala vermelha, onde foram realizadas manobras de reanimação, mas ele não resistiu. A apuração interna sobre o caso segue em curso e, por se tratar de um processo administrativo, ainda cabe o aprofundamento das investigações pelos órgãos de controle.

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