RENDA ESSENCIAL
IBGE revela 29,3 milhões de Aposentados e Pensionistas
Benefícios alcançam 13,8% da população e lideram entre as fontes de renda em 2025.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, que aposentadorias e pensões são a principal fonte de renda para uma parcela significativa da população, beneficiando 29,3 milhões de brasileiros em 2025. Os dados, compilados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2025, destacam a relevância desses proventos, que alcançam 13,8% da população e superam a abrangência de programas sociais governamentais. Este panorama sublinha a importância vital desses benefícios para a dignidade e a segurança financeira de milhões de famílias em todo o país.
No mesmo período analisado pela Pnad Contínua, os programas sociais do governo ampararam 19,4 milhões de pessoas, o equivalente a 9,1% da população. Embora este indicador tenha se mantido estável de 2024 para 2025 e significativamente acima do nível de 2019 (6,3%), a liderança das Aposentadorias e Pensões como pilar financeiro é inquestionável, reforçando a dependência de muitos cidadãos dos sistemas previdenciários.
Outras modalidades de rendimento apresentaram uma participação menor no sustento dos brasileiros. Aluguel e arrendamento, por exemplo, tiveram uma leve queda, passando de 2,0% em 2019 para 1,9% em 2025. Já pensão alimentícia, doações e mesadas de não moradores oscilaram marginalmente, encerrando 2025 em 2,3%, um aumento de 0,1% em relação a 2024. A categoria “outros rendimentos” registrou a variação mais notável, subindo de 1,5% para 1,9% entre 2024 e 2025.
A análise regional da pesquisa revela contrastes importantes. As regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) exibem a maior proporção de pessoas que recebem proventos de programas sociais do governo, refletindo a necessidade e o alcance dessas políticas nessas áreas. Em contrapartida, Sul (17%) e Sudeste (14,6%) registraram os maiores percentuais de Aposentados e Pensionistas, seguidos pelo Nordeste (13,3%), Centro-Oeste (10,7%) e a região Norte (8,7%). Esses dados pintam um quadro das diferentes dinâmicas socioeconômicas que moldam a vida dos brasileiros em cada canto do país.
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